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Balsa que bateu em ponte da Alça Viária estava à deriva, segundo depoimento do piloto

O piloto Elielson Lopes Barbosa afirmou que uma pane no motor deixou a embarcação a deriva no momento do acidente, em depoimento ouvido pela Polícia Civil.

 
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O piloto da balsa que causou o acidente que derrubou a terceira ponte da Alça Viária sobre o rio Moju, Elielson Lopes Barbosa, afirmou que uma pane no motor deixou a embarcação à deriva no momento do acidente. A informações foram reveladas em depoimento ouvido pela Polícia Civil, na sexta-feira (12).

De acordo com o delegado Aurélio Paiva, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), o novo depoimento foi bastante esclarecedor. "O piloto deu novas informações, como por exemplo, que a balsa ficou à deriva em função da força da maré e do motor ter parado. Por isso, bateu na ponte", disse.

Parte de uma ponte do complexo Alça Viária caiu na madrugada de 6 de abril no Rio Moju, próximo à entrada do município de Acará, que fica a cerca de 60 km de Belém. O rompimento ocorreu devido a uma balsa que teria batido em um dos pilares da ponte, que é a terceira da Alça Viária, no quilômetro 48 da rodovia estadual.

A Polícia Civil ainda ouviu o empresário Cássio Cunha, dono da empresa responsável pelo material transportado na embarcação. Outros depoimentos estão marcados para a próxima segunda-feira (15). Entre eles, os três tripulantes da balsa. O outro é o empresário responsável pela empresa encarregada pela manutenção da ponte.

Elielson, que está na condição de preso de Justiça. O empresário Marco Antonio Tiecher, dono da empresa Agregue, responsável pela balsa, também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece foragido. Tanto Elielson quanto Marco Antônio respondem por crime contra a segurança da navegação.

Interdição de bens

Na úlotima quinta-feira (11) a Justiça interditou mais de R$ 180 milhões em bens de seis empresas que estão sendo responsabilizadas pelo acidente, quando um trecho de 200 metros da ponte que possuía mais de 860 metros de cumprimento e 23 metros de altura, caiu após uma balsa colidir contra um dos pilares da estrutura.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, o bloqueio determinado pela Justiça atinge a CJ da Cunha, IC Bio Fontes, Agregue, Kelly Oliveira e ainda a empresa Biopalma, que pertence ao Grupo Vale e que vendeu a carga transportada pela balsa envolvida no acidente; e também a empresa Jari, que compraria a carga.

O que se sabe até agora

  • Uma balsa que transportava rejeitos de dendê colidiu contra um dos pilares de sustentação da ponte na madrugada de sábado (6)
  • Testemunhas dizem ter visto dois carros caírem no rio; bombeiros fazem buscas
  • Inquérito é aberto e desabamento é investigado pelo MPPA
  • Balsa, que provocou desabamento, estava irregular, segundo informações da Capitania dos Portos
  • Tripulação da balsa presta depoimento, conteúdo não é divulgado
  • Governo anuncia medidas emergenciais para diminuir impactos do acidente
  • Comandante da balsa que colidiu contra ponte é preso
  • Sem vestígios de vítimas buscas são suspensas
  • Justiça bloqueia bens de empresas envolvidas na queda da ponte

Ponte cai no Pará — Foto: Igor Estrella/G1 Ponte cai no Pará — Foto: Igor Estrella/G1

Ponte cai no Pará — Foto: Igor Estrella/G1

 

 

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