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POLÍTICA

Maioria dos deputados de MT se manifesta contra bloqueio da educação e classifica medida como absurda e equivocada

 
A maioria dos deputados de Mato Grosso se diz contra o bloqueio de 24,84% da educação, decretado pelo governo federal. O G1 ouviu os parlamentares e a maioria deles classificou a medida como absurda, equivocada e na "contramão" do restante do mundo.

Com a medida, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vai perder R$ 34 milhões em recursos e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), R$ 31,8 milhões.

Outros, como o deputado Romoaldo Júnior (MDB), avalia que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) erra em não dialogar com o setor da educação, mas afirma que há "gorduras" que podem ser enxugadas. Ulisses Moraes (DC) vê o decreto do governo federal como medida preventiva.

João José de Matos (MDB) – É um absurdo. Enquanto todos os países investem em educação, nós estamos andando em sentido contrário. A UFMT é um patrimônio de Mato Grosso. Tem grandes profissionais em todas as áreas. Já fui professor lá com muito orgulho. Hoje vejo ex-alunos meus que são excelentes profissionais.

José Eugênio de Paiva (PSB) – Sou radicalmente contra. É um absurdo. A nação está abismada com isso. Estamos indo na contramão do mundo. O mundo investe em educação, estamos cortando 30%. Precisamos fazer algo concreto pata manifestar contrariedade contra os cortes. Sou da região do Araguaia e estamos numa luta incansável para levar a universidade pública para lá.

Paulo Araújo (PP) – O corte compromete todo o planejamento das unidades federais. Já tínhamos um déficit orçamentário e havia necessidade de ampliação de recursos. Já existia dificuldade para manter a estrutura. Vamos ter reflexos futuros. Não estamos investindo no que é prioridade. A prioridade de qualquer governo. Estamos na contramão dos investimentos públicos. Quero acreditar que isso ainda é resquício da campanha eleitoral, de prejudicar o PT. Mas existe muito atrás dos partidos. Está usando a estrutura do governo para tentar matar o PT. Mas a educação está muito acima de brigas partidárias. Os grandes pensadores do Brasil são graduados nas universidades públicas federais e estaduais".

João Batista do Sindispen (PROS) – “O intuito do corte é atingir determinados segmentos da educação, principalmente os cursos de humanas. Sou contra essa retirada. Acho que deve-se investir na estrutura das escolas e universidades públicas. Tem que investir em segurança, pois há muitas denúncias de alunos e professores que estão recebendo ameaças, então precisamos garantir a segurança deles e não cortar recursos".

Janaina Riva (MDB) – "A nossa preocupação, quando a AL impetrou com essa ação, principalmente no que tange aos recursos federais que serão destinados à educação em Mato Grosso, desde a base até o ensino superior, é exatamente porque essa conta a gente sabe que vai ficar para o estado e para o município, então tem que haver um diálogo maior tanto do governo federal como do governo estadual com relação a isso. Como pode se dizer que nossos alunos são os piores do mundo e falar que reduzir o orçamento vai melhorar isso? Isso se melhora com gestão e não com redução orçamentária de investimentos em saúde e educação, até porque a única condição hoje de tirar alguém da vulnerabilidade e da situação de pobreza é com educação e a qualificação de mão de obra profissional".

Lúdio Cabral (PT) - "Sou contra. É muito ruim os cortes, tanto no âmbito federal quanto os cortes feito pelo estado. Na Unemat já estão acontecendo cortes do estado desde o começo do ano. Tantos os cortes do estado quanto os do governo federal vão comprometer a educação básica e superior".

Valmir Moretto (PRB) - "Sou contra qualquer tipo de corte na educação. As únicas áreas que não podem sofrer cortes são educação, saúde e segurança, porém, a educação é o setor mais precário no Brasil, por isso sou totalmente contra".

Silvio Fávero (PSL) - "Os governos passados também fizeram cortes. Não concordo com os cortes, mas acho que é necessário. As instituições já vêm com déficit. Tem que se analisar o caso. A máquina está inchada e daqui uns dias não tem como trabalhar. Nesse momento, a medida tem que ser tomada. É um ajuste provisório"

Romoaldo Júnior (MDB) - "O governo está errado em não sentar em conversar com as universidades federais. Não se pode cortar o orçamento sem avisar, sem explicar o motivo. Acho que tem gorduras que tem que cortar, mas é preciso conversar. Não está cortando 30% das verbas, mas 30% de diárias, de materiais de expediente. Só que isso tem que ser negociado. Tem muitas pessoas que nem sabem o que estão falando e nem porque estão protestando e o governo está errando em não conversar".

Toninho de Souza (PSD) - "Sou totalmente contra. É uma medida completamente equivocada do presidente Bolsonaro e fico mais preocupado porque a nossa bancada federal deveria sair em peso em defesa da nossa educação e daí vejo alguns deputados defendendo essa posição equivocada do governo Bolsonaro. A bancada federal tem que mostrar ao presidente que ele precisa voltar atrás, mas infelizmente alguns defendem o presidente em vez de defender a educação e a população. O corte vai fragilizar ainda mais a educação pública e vai entregar ainda mais o trabalhador".

Ulisses Moraes (DC) - "Ficou muito claro nas recentes manifestações que os militantes aproveitaram toda a situação para suscitar assuntos como Lula Livre e assuntos relacionados ao Partido dos Trabalhadores (PT), temas que notavelmente não possuem nenhuma relação com a medida do Ministério da Educação. Aproveitam da situação para sustentar essa narrativa, o que é comum nesse tipo de manifestação. Sou a favor do avanço das pesquisas e da educação como um todo no país; o que não concordo é com a maneira que essa atitude está sendo repercutida. Basta ter um olhar clínico para entender que trata-se de uma medida preventiva, a fim de que o governo busque resolução para a falta de dinheiro".

Valdir Barranco (PT) - "Sou contra, até porque sou professor e sei que a educação é a saída para a evolução do país. Então quem corta investimento na educação, está indo contra a história. Acredito que um país só pode se desenvolver com educação, investimento em pesquisa".


G1

 

 

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