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Mandante da morte da missionária Dorothy Stang no PA é transferido para hospital, após contrair infecção na perna

A transferência de Regivaldo Galvão foi realizada sob escolta policial, segundo a Susipe.

 
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Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como "Taradão", condenado como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, foi transferido do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRAlt), no sudoeste do Pará, para um hospital particular.

A Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) informou que ele deve tratar uma ferida infeccionada na perda, na região tíbia.

A Susipe divulgou uma nota informando que ele estava sendo atendido na Unidade de Saúde Penitenciária e foi levado na terça-feira (11) para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Altamira, onde apresentou febre e avanços no quadro de infecção.

A transferência, segundo a Susipe, foi realizada sob escolta policial. Não há informações sobre como o condenado adquiriu a ferida. A informação chegou à direção da unidade quando já estava em estágio avançado de infecção, segundo a Susipe.

Regivaldo na Justiça

Regivaldo Galvão foi preso nesta terça-feira, 16, em Altamira — Foto: Ascom/PC Regivaldo Galvão foi preso nesta terça-feira, 16, em Altamira — Foto: Ascom/PC

Regivaldo Galvão foi preso nesta terça-feira, 16, em Altamira — Foto: Ascom/PC

O fazendeiro Regivaldo Galvão foi preso no dia 16 de abril de 2019. Ele foi condenado a 30 anos de reclusão em 30 de abril de 2010, como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. No dia 22/08/2012, por meio de um habeas corpus concedido pela desembargadora Eliana Rita Daher Abufaiad, da Câmara Criminal Isolada da Capital, Regivaldo havia sido solto para responder o processo em liberdade.

Em 21/06/2017, o habeas corpus que o mantinha solto foi negado pelo Supremo Tribunal Federal que revogou o seu direito de aguardar a tramitação do recurso em liberdade. A condenação foi mantida em segunda instância, e a pena chegou a ser reduzida para 25 anos pelo Superior Tribunal de Justiça, que autorizou a prisão em 2017.

O acusado recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ganhou uma liminar para ficar em liberdade, em maio de 2018. Uma decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão do fazendeiro, derrubando a liminar no último mês de fevereiro.

O crime

Irmã Dorothy Stang — Foto: Reprodução/TV Globo Irmã Dorothy Stang — Foto: Reprodução/TV Globo

Irmã Dorothy Stang — Foto: Reprodução/TV Globo

A missionária americana da ordem de Notre Dame Dorothy Mae Stang foi morta aos 73 anos em Anapu, sudoeste do Pará, em 12 de fevereiro de 2005. Ela trabalhava junto a comunidades no município em projetos de desenvolvimento sustentável, o chamado PDS Esperança.

Segundo o Ministério Público, a morte da missionária foi encomendada pelos fazendeiros Vitalmiro Bastos e Regivaldo Galvão. Amair Feijoli da Cunha, que teria recebido dinheiro de Viltamiro para executar a missionária, foi condenado a 18 anos de prisão como intermediário do crime.

Rayfran das Neves Sales, condenado a 27 anos de prisão por ser assassino confesso de Dorothy Stang, deixou o regime fechado para cumprir o restante da pena em prisão domiciliar em julho de 2013. Clodoaldo Carlos Batista, acusado de ser comparsa de Rayfran, foi condenado a 17 anos de prisão e deixou a Casa do Albergado, localizada em Belém, em fevereiro de 2011. Ele permanece foragido.

O crime ganhou repercussão internacional, chamando a atenção de entidades ligadas aos direitos humanos e a reforma agrária.

 

 

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