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As MCs de BH: Com pé no rap, artista mostra que nova geração de MCs está longe de se prender a padrões

O G1 MG apresenta série com artistas que movimentam o hip hop em BH e na Região Metropolitana.

 
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Em meio a sorrisos, a cantora e compositora Paige, de 21 anos, diz logo a que veio. “Eu quero é ser famosa”. Nascida Ana Bárbara e vinda do bairro Califórnia, na Região Noroeste de Belo Horizonte, a artista é um dos expoentes da nova geração de mulheres da cena hip hop da capital mineira.

“Eu comecei com 12 anos. Eu já tinha certeza que ia ser uma ‘pop star’. Foi antes até de eu me envolver com os movimentos urbanos, de eu me envolver diretamente com o rap. Porque eu já escutava o rap americano. Mas eu fui viver o rap, saí pra rua depois que coloquei meu nome (Paige)”, disse a artista.

Nesta semana, o G1 apresenta série com mulheres que movimentam a cena do hip hop em Belo Horizonte.

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Paige é um dos nomes da nova geração de mc's em BH — Foto: Paige/Instagram Paige é um dos nomes da nova geração de mc's em BH — Foto: Paige/Instagram

Paige é um dos nomes da nova geração de mc's em BH — Foto: Paige/Instagram

Paige começou a cantar no coral da escola aos 11 anos. Foi solista, formou bandas e já escrevia suas rimas bem cedo. Participou de duelos de MC’s embaixo do Viaduto Santa Tereza em Belo Horizonte, mas começou a chamar atenção depois de gravar com Djonga a música “Corra”, que está no aclamado disco do rapper mineiro, “O Menino Que Queria Ser Deus”.

“Maior orgulho porque ele é muito talentoso. Um cara muito humilde também. Acreditou em mim e me chamou para o trampo. Foi muito legal, dois milhões de visualizações (na internet)”, contou ela.

Longe de seguir padrões

Paige não tem amarras e não quer se prender a estilos.

“Minha música dá para tocar num baile funk até num coquetel. Tô fazendo pop, funk, reggaeton. O hip hop, o soul, o funk, a black music estão influenciando diretamente no que eu componho porque são as minhas essências. Mas eu faço música pop”, disse Paige que está longe de seguir padrões.

“O que eu quero passar para as pessoas que acreditam em mim, que escutam a minha música e quem sou eu, a pessoa que eu sou, é que eu acredito em mim para poder mudar o que eu quiser, mesmo se for difícil ou se for fácil. Tipo assim, ‘eu quero mudar o meu corpo’, ‘eu sou negra, mas eu quero ter o cabelo liso’. Não porque a sociedade me impõe, mas porque eu posso ser o que quiser””, falou a artista.

Paige (centro) vai lançar seu ep de estreia em julho — Foto: Fauno Cultural/Reprodução Paige (centro) vai lançar seu ep de estreia em julho — Foto: Fauno Cultural/Reprodução

Paige (centro) vai lançar seu ep de estreia em julho — Foto: Fauno Cultural/Reprodução

‘Liberdade da mulher para ela falar o que quiser’

Para Paige, as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço na cena em Belo Horizonte, o que é um reflexo do que vem acontecendo na sociedade como um todo.

“Hoje em dia a gente tem uma abertura maior porque nós mulheres, todas as mulheres que sofreram vários anos nessa luta aí pelos nossos direitos, fizeram acontecer e que nós estamos ficando cada vez mais fortes, se unindo e tentando abrir os espaços”, falou.

Esta força está presente no trabalho dela. Seu primeiro EP solo, “Baby Girl”, será lançado neste mês de julho.

“Eu ultimamente gosto de fazer músicas com ousadia, que mostra liberdade da mulher para ela falar o que quiser, música de amor, de empoderamento da mulher negra, mulher diferenciada, adoro! Empoderamento LGBTQ! ”, falou. “A minha meta é ser cada vez mais esta pessoa. Conseguir levar essa mensagem para todas as mulheres que eu puder”.

 

 

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