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Donald Trump diz que governo da China enviou soldados à fronteira com Hong Kong e pede calma

Informação, não entanto, não foi confirmada até o momento por autoridades chinesas.

 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tuitou nesta terça-feira (13) que foi informado de que o governo da China enviou militares à fronteira com Hong Kong em meio à crise na região.

"Todos devem manter calma e ficar em segurança!", pediu Trump.

O norte-americano também replicou uma publicação que mostra o movimento de veículos supostamente militares se movimentando em Shenzhen, perto da fronteira chinesa com Hong Kong. Não se sabe, porém, se o vídeo mostrado tem relação com a crise entre os dois países.

Posteriormente, a agência Reuters publicou que a China negou que dois navios militares dos Estados Unidos visitassem Hong Kong na próxima semana, de acordo com fontes norte-americanas. Não é a primeira vez que isso ocorre – houve uma negativa semelhante em setembro de 2018.

Até o momento, os governos de China e Hong Kong não se manifestaram.

Trump também afirmou que ele e os EUA são acusados "pelos problemas que ocorrem em Hong Kong". "Não imagino por quê", escreveu o presidente.

Crise em Hong Kong

Polícia usa spray de pimenta para dispersar os manifestantes dentro do aeroporto de Hong Kong nesta terça-feira (13). — Foto: Tyrone Siu/Reuters Polícia usa spray de pimenta para dispersar os manifestantes dentro do aeroporto de Hong Kong nesta terça-feira (13). — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Polícia usa spray de pimenta para dispersar os manifestantes dentro do aeroporto de Hong Kong nesta terça-feira (13). — Foto: Tyrone Siu/Reuters

Trump se manifestou horas depois de a polícia de Hong Kong entrar no aeroporto da cidade, ainda durante a noite (horário local). Segundo a Reuters, a polícia usou spray de pimenta contra os manifestantes, que ocupam o local há cinco dias. Vários veículos policiais foram bloqueados em meio à confusão, diz a agência.

Manifestante exibe cartaz com a expressão ‘desculpe’ na barricada que bloqueia o acesso aos portões de embarque no Aeroporto Internacional de Hong Kong nesta terça-feira (13)  — Foto: Thomas Peter/ Reuters Manifestante exibe cartaz com a expressão ‘desculpe’ na barricada que bloqueia o acesso aos portões de embarque no Aeroporto Internacional de Hong Kong nesta terça-feira (13)  — Foto: Thomas Peter/ Reuters

Manifestante exibe cartaz com a expressão ‘desculpe’ na barricada que bloqueia o acesso aos portões de embarque no Aeroporto Internacional de Hong Kong nesta terça-feira (13) — Foto: Thomas Peter/ Reuters

Mais cedo, também nesta terça (13), a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu uma "investigação imparcial" sobre o uso de gás lacrimogêneo contra manifestantes de maneiras proibidas pela lei internacional na repressão das manifestações pró-democracia em Hong Kong.

Em um comunicado, Bachelet afirmou que as forças de segurança foram vistas “jogando bombas de gás lacrimogêneo em áreas fechadas e lotadas e diretamente em manifestantes individuais em várias ocasiões, criando um risco considerável de morte ou ferimentos graves".

Protestos violentos

Manifestantes reagem a disparo de bomba de gás em Hong Kong — Foto: Thomas Peter/Reuters Manifestantes reagem a disparo de bomba de gás em Hong Kong — Foto: Thomas Peter/Reuters

Manifestantes reagem a disparo de bomba de gás em Hong Kong — Foto: Thomas Peter/Reuters

Os protestos, cada vez mais violentos, mergulharam o centro financeiro asiático em sua mais séria crise política em décadas, representando um desafio para o governo central em Pequim.

As manifestações populares começaram depois que o governo local apresentou um projeto de lei – atualmente suspenso – que permitiria a extradição de cidadãos de Hong Kong para a China continental.

O governo recuou do projeto, mas os manifestantes ampliaram a pauta de reivindicações e dizem que lutam contra a erosão do arranjo "um país, dois sistemas" - que confere certa autonomia a Hong Kong desde que a China retomou o território do Reino Unido em 1997.

  • Veja as 5 principais diferenças da vida em Hong Kong e na China

Manifestantes usam canetas com laser em um protesto em Hong Kong, na noite de quarta-feira (7)  — Foto: Kin Cheung/AP Manifestantes usam canetas com laser em um protesto em Hong Kong, na noite de quarta-feira (7)  — Foto: Kin Cheung/AP

Manifestantes usam canetas com laser em um protesto em Hong Kong, na noite de quarta-feira (7) — Foto: Kin Cheung/AP

Os manifestantes querem barrar a influência de Pequim, que eles consideram crescente, e impedir a redução das liberdades dos cidadãos que vivem no território semiautônomo. Eles também passaram a pedir a renúncia da governante de Hong Kong, Carrie Lam, acusada de não defender os interesses internos. Apoiada pela China, ela diz que permanecerá no poder.

Sem um líder, os manifestantes utilizam as redes sociais para coordenar os protestos e, até agora, conseguiram poucas concessões do poder político. Eles já invadiram o Parlamento local, decretaram uma greve geral que travou os transportes públicos e fizeram um protesto pacífico utilizando canetas com laser.

 

 

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