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Guaidó aparece em fotos com supostos traficantes, e procuradoria da Venezuela abre investigação

Nós não pedimos ficha criminal antes de tirar fotos , respondeu o autoproclamado presidente. Divulgação piora crise entre Venezuela e Colômbia.

 
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A procuradoria da Venezuela afirmou nesta sexta-feira (13) que vai abrir investigação contra Juan Guaidó após virem à tona fotos em que o autoproclamado presidente interino aparece junto a dois suspeitos de pertencerem a um grupo de tráfico de drogas da Colômbia.

As imagens foram divulgadas mais cedo pelo Ministério do Interior do regime de Nicolás Maduro, na televisão estatal. Veja abaixo:

Em resposta, Guaidó disse que os dois homens pediram para tirar a foto quando ele ultrapassou, em segredo, a fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. Isso ocorreu em fevereiro, quando a Justiça venezuelana – ligada ao chavismo – proibiu o líder oposicionista de deixar o país.

"Nós não pedimos a ficha criminal deles antes de tirar a foto", ironizou Guaidó.

Crise na fronteira

Guaidó fez pronunciamento em fevereiro na cidade de Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela. — Foto: REUTERS/Marco Bello Guaidó fez pronunciamento em fevereiro na cidade de Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela. — Foto: REUTERS/Marco Bello

Guaidó fez pronunciamento em fevereiro na cidade de Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela. — Foto: REUTERS/Marco Bello

O Ministro do Interior da Venezuela, Nestor Roverol, disse na televisão estatal que os dois homens são líderes de uma organização paramilitar colombiana chamada Rastrojos. O dirigente afirmou que enviaria as imagens para servirem de elemento de prova à procuradoria, que abriu investigação mais tarde.

Fontes policiais colombianas confirmaram que os homens fazem parte dos Rastrojos. Trata-se de um grupo formado por ex-paramilitares que participam de tráfico de drogas pelo país, inclusive ao longo da fronteira com a Venezuela.

Ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada na terça-feira (5) — Foto:  Colombian Migration Office / AFP Ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada na terça-feira (5) — Foto:  Colombian Migration Office / AFP

Ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada na terça-feira (5) — Foto: Colombian Migration Office / AFP

Guaidó entrou na Colômbia antes de uma tentativa liderada pelos Estados Unidos de enviar caminhões com ajuda humanitária à Venezuela através da fronteira na cidade de Cúcuta, em 23 de fevereiro.

O regime de Nicolás Maduro, porém, ordenou o fechamento da fronteira e mandou que os militares bloqueassem a entrada dos carregamentos.

Até então, não estava claro como Guaidó cruzou a fronteira. Porém, agora, é possível ver que ele participou de um show humanitário em Cúcuta, em 22 de fevereiro, com as mesmas roupas em que aparece na foto com os dois homens.

Maduro: 'escândalo tremendo'

Nicolás Maduro durante reunião com autoridades do chavismo no Palácio de Miraflores, em Caracas, na segunda-feira (9) — Foto: HO/Venezuelan Presidency/AFP Nicolás Maduro durante reunião com autoridades do chavismo no Palácio de Miraflores, em Caracas, na segunda-feira (9) — Foto: HO/Venezuelan Presidency/AFP

Nicolás Maduro durante reunião com autoridades do chavismo no Palácio de Miraflores, em Caracas, na segunda-feira (9) — Foto: HO/Venezuelan Presidency/AFP

Em discurso nesta sexta-feira, Nicolás Maduro sustentou que as fotos provam um "escândalo tremendo". O chavista alega que as imagens mostram que Guaidó tem "uma aliança criminosa com uma quadrilha de traficantes de drogas".

O presidente da Colômbia, Iván Duque – que apoia Guaidó –, minimizou a importância das imagens e elogiou o aliado. "Para além da discussão se há fotos ou não, se ele cumprimentou ou não um monte de gente, eu quero enfatizar quem ele é", disse.

"Ele [Guaidó] é um titã, um herói lutando pela democracia de seu país", elogiou Duque.

Guaidó assumiu a Presidência de maneira interina em janeiro, após denunciar o segundo mandato de Maduro como ilegítimo por vencer as eleições de maneira fraudulenta. A maioria dos países do Ocidente e da América Latina reconhece o oposicionista como o legítimo líder venezuelano, enquanto o chavista o acusa de ser um fantoche dos Estados Unidos.

 

 

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