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Navios que faziam travessia para o Marajó serão substituídos por lanchas

Navios vão deixar de operar a partir do dia 23 deste mês. Mudança foi motivada diante das precárias condições dos embarcações.

 

Os navios que faziam a travessia para a ilha do Marajó vão sair de circulação. A decisão foi tomada durante reunião realizada nesta quinta-feira (12), na sede da Arcon, e entra em vigor a partir de 23 de setembro em fase experimental. A viagem Belém/Porto Camará (Salvaterra) será realizada por meio de lanchas.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos (Arcon-Pa), Ministério Público do Estado (MPE), empresas operadoras e o Movimento Acorda Marajó.

Essa fase durará por um período 40 dias, para que seja avaliada a viabilidade do serviço do transporte hidroviário para o Marajó por meio das quatro viagens diárias por lanchas, substituindo a demanda que era atendida pelos navios. O representante do Movimento Acorda Marajó, Dário Pedrosa, acredita que o TAC representa uma alternativa para amenizar o problema das embarcações antigas.

"As precárias condições dos navios que, em alguns momentos, chegaram a ficar à deriva, sem oferecer qualidade nos serviços com viagens longas de até 6h de duração, nos motivou a solicitar a retirada dos navios", diz Dário.

É uma medida emergência, visto que as empresas não possuem navios novos para substituir de imediato. "Acreditamos que com o aumento no número de viagens de lancha, a demanda dos usuários será suprida com maior segurança e conforto", completa Dário Pedrosa.

A promotora de justiça de Salvaterra, Paula Camacho, reforça que a retirada dos navios será experimental. As lanchas farão viagens com o tempo máximo de 2h, sendo garantida a gratuidade, com prioridade para pessoas com deficiência e idosos. Além disso, o Ministério Público solicitou às empresas que façam a lista dos passageiros para maior controle e identificação, por exemplo, em caso de acidentes.

"Vamos fazer uma experiência e avaliar os impactos para as empresas operadoras e a aceitação da população, que contará com quatro viagens diárias por lanchas, mas a expectativa é de que a população do Marajó seja bem atendida", acredita a promotora.

O representante do Poder Legislativo, deputado Wanderlan Quaresma, esteve presente na reunião sobre o TAC, e destacou a importância de garantir um transporte hidroviário de maior qualidade aos usuários que precisam se deslocar para o Marajó, um apelo antigo da população da região. "Nesta reunião, buscamos atender a reivindicação da população marajoara, que precisa de um transporte hidroviário em boas condições, o que irá incentivar e fomentar ainda o grande potencial turístico da região do Marajó", comentou o deputado.

O diretor-geral da Arcon-PA, Eurípedes Reis, ressalta que várias reuniões já foram realizadas com a presença do MPE, empresas operadoras e representantes da comunidade, por meio do Movimento Acorda Marajó. "Vamos fazer uma experiência por 40 dias, a partir do dia 23 de setembro. Nesta fase, as empresas farão a retirada dos navios e substituição por 4 viagens por lanchas. Nós iremos avaliar se a nova alternativa vai atender a demanda com qualidade e segurança aos usuários ou se novos ajustes precisarão ser feitos ", explica.

Para atender aos usuários nesta fase experimental, a Arcon informa que serão disponibilizados quatro horários de lanchas diariamente. Os usuários também poderão realizar as viagens pelo ferry boat, que sai do Porto do Henvil, em Icoaraci, com destino ao porto de Camará.

Serviço

Os novos horários das lanchas entrarão em vigor a partir de 23 setembro. As saídas serão às 6h15, 9h, 12h, 14h, do Terminal Hidroviário de Belém.

 

 

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