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Brasileiros que cruzam Américas de moto enfrentam ameaças para entrar no Equador

Rodolfo de Medeiros e Claudinei Batista saíram dos EUA em 10 de setembro e pretendem cruzar 14 países até chegar ao Brasil. Eles foram abordados quando tentavam cruzar fronteira entre Colômbia e Equador, e só conseguiram atravessar à noite, por atalh

 
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Dois brasileiros que saíram dos EUA em uma aventura de moto rumo ao Brasil, passando por 14 países, enfrentaram ameaças para conseguir entrar no Equador nesta segunda-feira (7).

Ao tentar atravessar a fronteira com a Colômbia, foram abordados por um grupo que participava de protestos contra o governo e tiveram que fugir, se abrigando em um posto do exército.

Eles só conseguiram chegar ao país à noite e cruzando um caminho no meio do mato, guiados por um morador da região.

“Fizemos o processo de migração no Equador, mas nem conseguimos entrar. Logo em seguida apareceu uma caminhonete cheia de uns caras armados com uns ferros, tentando bater nas motos. Conseguimos escapar por pouco, entramos em uma guarita do exército e demos um tempo ali até abaixar os ânimos. Ficamos na aduana, a Colômbia fechou a fronteira e ficamos horas esperando para seguir viagem”, explica Claudinei Batista, de 42 anos, sobre a primeira tentativa.

A moto de Claudinei Batista, no posto do exército na fronteira entre Colômbia e Equador, na segunda-feira (7) — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal A moto de Claudinei Batista, no posto do exército na fronteira entre Colômbia e Equador, na segunda-feira (7) — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

A moto de Claudinei Batista, no posto do exército na fronteira entre Colômbia e Equador, na segunda-feira (7) — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

Ao lado do amigo Rodolfo de Medeiros, ele saiu de Miami, nos Estados Unidos, no dia 10 de setembro, com a previsão de chegar a Imbituba, em Santa Catarina, onde moram, cerca de 50 dias depois.

Ele conta que os dois já passaram por México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia, e só agora, ao tentar ingressar no Equador, enfrentaram dificuldades.

“Antes de chegar na fronteira já estávamos com pouca gasolina e os postos já não tinham mais combustível. A gente conseguiu porque um cara arranjou com alguém um galão, alguém que tinha estocado em casa. Pagamos caríssimo (cerca de R$ 70) e mesmo assim foram só três litros”, diz.

Claudinei e Rodolfo conseguiram comprar apenas um galão de gasolina na Colômbia, antes de cruzar a fronteira com o Equador — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal Claudinei e Rodolfo conseguiram comprar apenas um galão de gasolina na Colômbia, antes de cruzar a fronteira com o Equador — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

Claudinei e Rodolfo conseguiram comprar apenas um galão de gasolina na Colômbia, antes de cruzar a fronteira com o Equador — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

Voltar para a Colômbia, segundo ele, não parecia uma boa opção. “A intenção é ir para a frente, a gente não pode voltar. Não é que não pode, mas o interessante é seguir viagem”, afirma. Ele lembra ainda que a cidade colombiana mais próxima também não oferecia muita estrutura para permanecerem.

Seguindo indicações dos militares, a dupla decidiu esperar anoitecer para tentar um caminho alternativo para cruzar a fronteira, mais “escondido”. Ainda assim, enfrentaram novas ameaças.

Claudinei Batista, durante trecho da viagem pelas Américas — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal Claudinei Batista, durante trecho da viagem pelas Américas — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

Claudinei Batista, durante trecho da viagem pelas Américas — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

“Derrubaram árvores para bloquear o caminho, interditaram tudo. Quando tentamos passar, ameaçaram bater nas rodas das motos com vergalhões e eu gritei ‘Brasil, Brasil’, expliquei nossa viagem, mas eles responderam ‘regressa, regressa’, não teve conversa, tivemos que voltar”, conta Batista.

O problema é que, desta vez, o posto da fronteira estava fechado e, já do lado equatoriano, eles não tinham mais onde ficar. A salvação veio na forma de um morador da região que conhece todos os atalhos.

A moto de Rodolfo de Medeiros, durante trecho da viagem pelas Américas — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal A moto de Rodolfo de Medeiros, durante trecho da viagem pelas Américas — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

A moto de Rodolfo de Medeiros, durante trecho da viagem pelas Américas — Foto: Rodolfo de Medeiros/Arquivo pessoal

“Um cara que mora ali perto tem uma motinho, pagamos 35 mil pesos (uns R$ 50) e ele nos guiou pelo meio do mato, foi um caminho de mais ou menos uma hora, e conseguimos finalmente chegar a uma cidade, Nueva Loja. Achamos um hotel para passar a noite e vamos ver se amanhã cedinho conseguimos achar mais gasolina e partir para chegar ao Peru”, conclui, agora mais tranquilo.

 

 

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