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Evo convoca eleições: veja a cronologia da crise na Bolívia

Polêmica sobre o quarto mandato de Evo Morales começou em 2016, com um referendo para decidir se ele teria direito a concorrer.

 
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Evo Morales, o presidente da Bolívia, anunciou neste domingo (10), que vai convocar uma nova eleição em seu país, 21 dias depois da votação em que ele conquistou, de maneira controversa e contestada, seu quarto mandato seguido.

"[Decidi] convocar novas eleições nacionais que mediante ao voto permitam ao povo boliviano eleger democraticamente suas novas autoridades, incorporando novos atores políticos", afirmou.

Veja abaixo uma cronologia sobre as eleições, por que elas são contestadas e como foram canceladas.

Fevereiro de 2016: Derrota em referendo

Bolivianos votam em referendo sobre quarto mandato de Evo Morales, em 21 de fevereiro de 2016 — Foto: Aizar Raldes / AFP Bolivianos votam em referendo sobre quarto mandato de Evo Morales, em 21 de fevereiro de 2016 — Foto: Aizar Raldes / AFP

Bolivianos votam em referendo sobre quarto mandato de Evo Morales, em 21 de fevereiro de 2016 — Foto: Aizar Raldes / AFP

A Bolívia fez um referendo no dia 21 de fevereiro de 2016 para decidir se poderia haver a quarta reeleição, e o resultado foi negativo para o presidente Evo Morales.

Ele, no entanto, recorreu ao Tribunal Constitucional –alegou que na campanha usaram uma história falsa sobre um filho não-reconhecido.

Dezembro de 2018: Justiça eleitoral dá sinal verde

O Tribunal Constitucional permitiu que Evo concorresse ao quarto mandato no fim de 2017. O Tribunal Eleitoral deu a sua aprovação em dezembro de 2018, mesmo com a derrota no referendo.

Outubro de 2019: Eleições contestadas

Evo Morales, do Movimiento Al Socialismo (MAS), e Carlos Mesa, do Comunidad Ciudadana (CC), que concorreram nas eleições presidenciais de 2019 — Foto: Reuters/David Mercado Evo Morales, do Movimiento Al Socialismo (MAS), e Carlos Mesa, do Comunidad Ciudadana (CC), que concorreram nas eleições presidenciais de 2019 — Foto: Reuters/David Mercado

Evo Morales, do Movimiento Al Socialismo (MAS), e Carlos Mesa, do Comunidad Ciudadana (CC), que concorreram nas eleições presidenciais de 2019 — Foto: Reuters/David Mercado

Dia 20 de outubro: votação. Havia duas apurações: uma preliminar e mais rápida, e outra de resultado definitivo, por contagem voto a voto. Os resultados iniciais da primeira apuração apontavam um segundo turno quando ela foi interrompida. Passou-se somente à contagem definitiva, mais lenta.

Dia 22 de outubro: protestos. Antes mesmo do resultado definitivo que apontava a vitória de Evo já começaram as manifestações. Os simpatizantes de Carlos Mesa, o candidato derrotado, foram às ruas para denunciar uma fraude na apuração. Houve relatos de confrontos em Sucre, Oruro, Cochabamba e La Paz, entre outras cidades.

Dia 24 de outubro: vitória de Evo. Depois de dias de indefinição, a autoridade eleitoral declarou que Evo Morales estava eleito pela quarta vez por ter ficado em primeiro lugar, com 10,56 pontos percentuais à frente de Carlos Mesa.

Dia 30 de outubro: auditoria. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo da Bolívia anunciaram que a entidade faria uma auditoria do processo eleitoral inteiro.

Novembro de 2019: auge da crise

Policiais contiveram manifestantes durante protesto em La Paz, na Bolívia, no dia 7 de novembro — Foto: Juan Karita/AP Photo Policiais contiveram manifestantes durante protesto em La Paz, na Bolívia, no dia 7 de novembro — Foto: Juan Karita/AP Photo

Policiais contiveram manifestantes durante protesto em La Paz, na Bolívia, no dia 7 de novembro — Foto: Juan Karita/AP Photo

As manifestações recrudesceram, e os atos passaram a pedir uma nova eleição. A oposição passou a pedir a renúncia de Evo Morales.

Dia 8 de novembro: motim. Os departamentos de polícia das regiões de Cochabamba, Sucre e Santa Cruz decidiram que não iriam mais reprimir os manifestantes e se amotinaram. No dia seguinte, policiais de La Paz aderiram.

Dia 9 de novembro: Evo anunciou que a casa de sua irmã foi incendiada.

Dia 10 de novembro: OEA publicou conclusões preliminares da auditoria: houve fraude nas eleições e é preciso convocar uma nova votação. Logo em seguida, Evo Morales convoca a imprensa e anuncia a dissolução do Tribunal Superior Eleitoral e aconvocação de novas eleições.

 

 

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