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Governo da Colômbia aceita negociar com líderes de protestos; dirigente pretende manter atos

Governo do presidente Iván Duque diz estar disposto a ouvir exigências, mas pede cancelamento de greve e manifestações por temer prejuízos ao comércio no Natal.

 
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O governo do presidente Iván Duque aceitou nesta segunda-feira (2) dialogar diretamente com os líderes dos protestos na Colômbia, que há doze dias agitam as ruas do país. Em troca, o Executivo pede que seja suspensa a manifestação convocada para a próxima quarta-feira.

"Estamos hoje dispostos e prontos para nos sentar esta tarde ou amanhã para discutir" a agenda de exigências dos manifestantes, disse à imprensa Diego Molano, coordenador dos diálogos propostos por Duque para deter a onda de protestos.

O funcionário pediu a suspensão da passeata convocada para o dia 4 de dezembro, para reduzir os "efeitos econômicos" da greve sobre o comércio antes do Natal.

"Afirmamos ao Comitê Nacional de Greve que o governo e o presidente Duque têm toda a disposição para o diálogo, sem ultimatos e pressões, pelo bem da Colômbia."

Dirigente não quer suspender greve

Manifestante bate em panela durante greve nacional em Bogotá, na Colômbia,em 27 de novembro — Foto: Reuters/Carlos Jasso Manifestante bate em panela durante greve nacional em Bogotá, na Colômbia,em 27 de novembro — Foto: Reuters/Carlos Jasso

Manifestante bate em panela durante greve nacional em Bogotá, na Colômbia,em 27 de novembro — Foto: Reuters/Carlos Jasso

Diógenes Orjuela, presidente da Central Única dos Trabalhadores, disse no Twitter que o Comitê Nacional de Greve "tem toda a vontade de negociar". "Mas com uma metodologia clara, garantias e uma agenda temática envolvendo o que motivou a greve de 21 de novembro", acrescentou.

"Dizemos ao governo para não impor condições. Estão condicionando à suspensão da greve de 4 [de dezembro], e este ponto não podemos aceitar".

O Comitê já propôs ao governo uma agenda de discussões em torno das múltiplas exigências dos manifestantes, incluindo a adoção "integral" do acordo de paz firmado em 2016 com os rebeldes das Farc, o combate à corrupção, uma melhor política de segurança e o fim dos assassinatos de ativistas de direitos humanos, líderes sociais e ex-guerrilheiros.

  • ANÁLISE: Aumenta o fosso entre Duque e manifestantes

Desde 21 de novembro, milhares de pessoas se mobilizam, quase diariamente, em diferentes cidades da Colômbia, na maior onda de protestos no país desde a década de 1970.

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