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Comitê Judiciário da Câmara dos EUA inicia nova fase do inquérito de impeachment de Trump

Comitê questiona especialistas constitucionais sobre se as ações de Trump equivalem a ofensas que podem ser punidas com impeachment.

 
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O Comitê Judiciário da Câmara de Representantes dos Estados Unidos começou, nesta quarta-feira (4), um debate jurídico para determinar se as ações do presidente Donald Trump podem ser punidas com impeachment.

Os membros do comitê - a maioria do Partido Democrata, rival de Trump - ouvem especialistas na Constituição americana para determinar se vão ou não recomendar o impeachment do presidente.

Os Republicanos, apesar de serem minoria no comitê, podem usar procedimentos parlamentares para retardar os procedimentos.

  • Entenda o processo de impeachment de Trump, quem testemunhou e o que pode acontecer nas próximas semanas

Os Democratas pediram um inquérito de impeachment porque Trump pediu ao presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, para investigar seu rival político, Joe Biden, que concorre às eleições presidenciais do ano que vem nos Estados Unidos.

Membros do Comitê Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA durante debate nesta quarta (4). — Foto: Drew Angerer/Pool photo via AP Membros do Comitê Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA durante debate nesta quarta (4). — Foto: Drew Angerer/Pool photo via AP

Membros do Comitê Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA durante debate nesta quarta (4). — Foto: Drew Angerer/Pool photo via AP

Quatro juristas - 3 escolhidos pelos Democratas e 1 pelos Republicanos - serão ouvidos em audiência nesta quarta (4):

  • Pamela Karlan, professora da Universidade de Stanford (escolhida pelos Democratas);
  • Noah Feldman, professor de Harvard (escolhido pelos Democratas);
  • Michael Gerhardt, professor da Universidade da Carolina do Norte (escolhido pelos Democratas);
  • Jonathan Turley, professor da Universidade George Washington (escolhido pelos Republicanos).

Os três especialistas convidados pelos Democratas argumentaram, em documentos submetidos ao comitê, a favor do impeachment. O especialista levado pelos Republicanos argumentou contra o procedimento.

Veja o que eles disseram até agora, segundo o jornal americano "The New York Times":

Pamela Karlan, Stanford (escolhida pelos Democratas)

Pamela Karlan, professora da Universidade de Stanford (escolhida pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP Pamela Karlan, professora da Universidade de Stanford (escolhida pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Pamela Karlan, professora da Universidade de Stanford (escolhida pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP

“Um candidato a presidente deve resistir à interferência estrangeira em nossas eleições, e não exigi-la. Se quisermos manter a fé na Constituição e em nossa República, o presidente Trump deve ser responsabilizado", afirmou Karlan.

Noah Feldman, Harvard (escolhido pelos Democratas)

Noah Feldman, professor de Harvard (escolhido pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP Noah Feldman, professor de Harvard (escolhido pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Noah Feldman, professor de Harvard (escolhido pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP

"O presidente Trump cometeu altos crimes e contravenções por abusar de forma corrupta do cargo da Presidência", disse Feldman. "Especificamente, o presidente Trump abusou de seu cargo ao solicitar, de forma corruputa, que o presidente Volodymyr Zelensky anunciasse investigações de seus rivais políticos a fim de obter vantagem pessoal, inclusive nas eleições presidenciais de 2020".

Michael Gerhardt, Universidade da Carolina do Norte (escolhido pelos Democratas)

Michael Gerhardt, professor da Universidade da Carolina do Norte (escolhido pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP Michael Gerhardt, professor da Universidade da Carolina do Norte (escolhido pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Michael Gerhardt, professor da Universidade da Carolina do Norte (escolhido pelos Democratas). — Foto: Jacquelyn Martin/AP

"Se não for controlado, o presidente provavelmente continuará seu padrão de solicitar interferência estrangeira em seu nome na próxima eleição", escreveu Gerhardt no documento submetido ao comitê, acrescentando que as ações de Trump "são piores do que a má conduta de qualquer presidente anterior".

Jonathan Turley, Universidade George Washington (escolhido pelos Republicanos)

Jonathan Turley, professor da Universidade George Washington (escolhido pelos Republicanos) — Foto: Jacquelyn Martin/AP Jonathan Turley, professor da Universidade George Washington (escolhido pelos Republicanos) — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Jonathan Turley, professor da Universidade George Washington (escolhido pelos Republicanos) — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Único especialista a discordar de um possível impeachment, Turley escreveu no documento submetido ao comitê que não apoia Trump, e que a questão da Ucrânia merecia investigação. Mas, afirmou, o caso trazido pelos Democratas é "desleixado" e prematuro.

"Estou preocupado em reduzir os padrões de impeachment para atender a uma escassez de evidências e uma abundância de raiva", disse Turley. "Se a Câmara prosseguir apenas com as alegações sobre a Ucrânia, esse impeachment se destacaria entre os impeachments modernos como o processo mais curto, com o menor registro probatório e os motivos mais limitados já usados para destituir um presidente."

 

 

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