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Plataforma na web capta expressões faciais e correlaciona emoções à aprendizagem de alunos

Objetivo é traçar as reações dos participantes durante os experimentos. Projeto ‘Cadap’ foi criado na Ufopa, em Santarém, fruto de tese de doutorado.

 
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Ser estudado enquanto estuda. É dessa forma que a trabalha a plataforma digital “Cara da Aprendizagem” (Cadap). O projeto foi desenvolvido na Universidade Federal do Oeste do Pará (Pará), em Santarém, e possibilitar correlacionar emoções à aprendizagem de alunos submetidos a videoaulas.

O Cadap funciona da seguinte forma: o participante assiste a videoaula e durante este processo uma câmera capta as reações que o aluno tem diante dos conteúdos apresentados na internet.

  • Acesse e saiba como funciona a plataforma educacional

Inovador, o projeto tem sido premiado pelo Brasil e é fruto da tese de doutorado da professora Carla Marina Paxiúba, do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG), defendida no dia 2 no Programa de Pós-Graduação Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND).

O Cadap foi financiado pelo projeto Acácia, da União Europeia, que reúne várias universidades da América Latina com o objetivo melhorar a educação. Também teve o apoio de egressos do Programa de Computação da Ufopa, Marcelo Costa e Ygor Dutra da Silva, que participaram da criação da ferramenta.

Conforme a desenvolvedora da plataforma educacional, o Cadap perimte que o professor tenha respostas mais concretas sobre qualidade do aprendizado dos alunos.

“Muitas vezes, o professor olha para a sala de aula e vê os rostos tristes, entediados. Só que ele não sabe dizer o que o aluno está sentindo e, mais ainda, qual a relação entre esse tédio e o desempenho. A ideia é que a gente consiga reconhecer as expressões faciais através da ferramenta e faça essas relações”, explicou.

Se verificar que houve baixo desempenho da turma, por exemplo, o professor pode rever a forma como o conteúdo está sendo apresentado e fazer ajustes para torná-lo mais didático.

A ferramenta reconhece sete expressões: alegria, tristeza, raiva, surpresa, medo, desgosto e desprezo. Além disso, combina a avaliação do professor e a autoavaliação do aluno para gerar dados mais precisos sobre como aquele aluno se sente diante do que precisa aprender.

Metodologia

Na plataforma, o professor cadastra videoaulas e acrescenta as habilidades, competências e conhecimentos que devem ser desenvolvidos. Ao final dos conteúdos, são gerados os gráficos das expressões faciais e os alunos fazem a autoavaliação, informando sua percepção sobre o que assistiram. O professor também inclui o resultado das avaliações que foram aplicadas, que podem ser dentro ou fora da plataforma.

Depois que as fases são concluídas, as informações são cruzadas, permitindo verificar se o desempenho está relacionado a alguma emoção. “Nós conseguimos perceber que o medo é uma emoção muito atrelada ao baixo desempenho. Os alunos que tinham medo quando estavam visualizando [as videoaulas], no geral, depois apresentavam uma aprendizagem menor”, exemplifica Carla Paxiúba.

A princípio, a plataforma tinha como foco a educação a distância, mas se mostrou como um bom suporte também para aulas na modalidade presencial. Mais de 500 pessoas já a testaram, em Santarém, em outros estados brasileiros e em países da América Latina, como Colômbia e Chile.

Premiação

Como resultado do esforço, o projeto já coleciona vários prêmios: em 2018, ficou em primeiro lugar do Concurso Latino-Americano de Tecnologias Educacionais para Aprendizagem (Edutech); também conquistou a segunda colocação no concurso Apps.edu, do Congresso Brasileiro de Informática na Educação 2019; o Selo de Inovação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC); e foi selecionado pelo BNDES Garagem, programa de desenvolvimento de startups. No Empreenda Santander, ficou entre os dez primeiros lugares, o que lhe rendeu a participação em um programa de aceleração de ideias para incentivar a formação de uma startup.

“Nós ficamos orgulhosos e também vemos a possibilidade dos nossos alunos fazerem a mesma coisa. Dá orgulho saber que os egressos estão criando soluções que estão sendo reconhecidas. Isso serve para motivar os alunos, para que eles vejam que têm potencial como em qualquer outro local, que algo que fazemos aqui tem possibilidade de crescer e ser reconhecido”, comentou a professora.

 

 

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