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Agentes do regime chavista na Venezuela fazem operação em escritório de Guaidó, diz oposição

Apoiadores do líder opositor dizem que busca e operação é ilegal e acusam regime de Nicolás Maduro de estar por trás de sequestro de deputado. Guaidó está em viagem no exterior.

 
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Agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência da Venezuela (Sebin) fizeram nesta terça-feira (21) operação de busca e apreensão no escritório do autoproclamado presidente Juan Guaidó, disseram integrantes do grupo opositor ao regime de Nicolás Maduro.

A deputada Delsa Solorzano disse a jornalistas que agentes e policiais entraram no local com bolsas pretas e saíram burlando as câmeras de segurança.

Deputada Delsa Solorzano filma ação de agentes do Sebin em prédio onde trabalha Juan Guaidó, em Caracas, na Venezuela, nesta terça-feira (21) — Foto: Manaure Quintero/Reuters Deputada Delsa Solorzano filma ação de agentes do Sebin em prédio onde trabalha Juan Guaidó, em Caracas, na Venezuela, nesta terça-feira (21) — Foto: Manaure Quintero/Reuters

Deputada Delsa Solorzano filma ação de agentes do Sebin em prédio onde trabalha Juan Guaidó, em Caracas, na Venezuela, nesta terça-feira (21) — Foto: Manaure Quintero/Reuters

De acordo com a deputada Manuela Bolívar, também aliada de Guaidó, os agentes do Sebin impediram a entrada de quem tentasse chegar ao escritório. Ela disse não considerar a busca e apreensão legítimas porque "não é um procedimento legal" — outros parlamentares também alegaram que não havia ordem judicial, segundo a EFE.

Guaidó, que não está na Venezuela, denunciou a operação e chamou o regime de Maduro de "ditadura covarde". "Enquanto estou fora, consolidando apoios para superar a tragédia na Venezuela, sequestraram o deputado Ismael León e fazem operação no nosso escritório", escreveu (leia mais sobre o desaparecimento dos parlamentares mais adiante).

"O mundo nos recebe e nos apoia! Seguimos firmes, vamos conquistar a liberdade!", completou.

Guaidó, em viagem internacional, visitou em Londres o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, nesta terça-feira. Na véspera, ele esteve na Colômbia para reunião sobre o combate ao terrorismo.

Parlamentares presos

Um deputado de oposição ao regime chavista da Venezuela desapareceu nesta terça-feira (21), depois de uma reunião com colegas. Ismael León esteve com outros 90 deputados na sede do partido Acción Democrática em uma reunião na sede da agremiação antes de perder contato com seus colegas.

Os deputados decidiram fazer uma sessão em uma praça, e não na Assembleia Nacional, porque havia paramilitares nos arredores do edifício.

León, no entanto, não apareceu no local. De acordo com uma colega dele, nem a família, nem os colegas de trabalho e nem os correligionários sabem onde ele está.

Adriana Pichardo, a deputada, disse que, de forma extraoficial, soube que Ismael León foi interceptado pela polícia.

Há ainda um outro deputado que estava desaparecido desde dezembro. Gilber Caro, também de oposição, está sob custódia do Estado e em boa condição física, de acordo informações de seu advogado.

Uma unidade especial da polícia levou Caro no dia 20 de dezembro. Foi uma operação ilegal, de acordo com a oposição política na Venezuela — eles argumentam que um deputado tem imunidade parlamentar.

Caro foi indiciado por terrorismo sem a presença de um conselheiro legal, segundo a advogada Theresly Malave.

O governo de Maduro tomou ações legais contra deputados de oposição. Em dezembro, forma aprovados processos contra quatro parlamentares acusados de crimes que incluem traição e conspiração.

 

 

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