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Intérpretes de samba falam sobre a experiência e ansiedade de estar na avenida durante o carnaval

O paraense Tiago Barbosa fala sobre se apresentar no grupo especial das escolas de samba paulistas. Já o cantor Júlio Cezar estará pela primeira vez na avenida como interprete de samba enredo. O G1 conversou com eles sobre os desafios.

 
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Eles são os responsáveis em dar voz ao samba das escolas. Os intérpretes são a peça-chave para envolver os componentes da escola e o público em um só coro. Mesmo para quem tem experiência, entrar na avenida é uma grande emoção. Tiago Barbosa, do grupo Sambloco, é paraense e vai representar o estado em um dos maiores carnavais do país, em São Paulo. O cantor Júlio Cezar, do grupo Nosso Tom, vai entrar pela primeira vez na avenida do samba de Belém como interprete de uma escola. O G1 conversou com eles sobre os desafios.

Filho e neto de carnavalesco, Tiago Barbosa cresceu no meio do carnaval. O pai é o criador da escola Império Jurunense, que foi fundada há 37 anos. Esse ano, ele vai participar como intérprete, em uma das alas musicais da Escola Tom Maior, no carnaval de São Paulo. Ele vai cantar o samba-enredo "É Coisa de Preto", que mostra como a contribuição de negros e negras na formação da nossa nação vai muito além do estereótipo.

Tiago Barbosa foi convidado para ser o interprete de uma das alas da escola de samba Tom Maior — Foto: Divulgação Tiago Barbosa foi convidado para ser o interprete de uma das alas da escola de samba Tom Maior — Foto: Divulgação

Tiago Barbosa foi convidado para ser o interprete de uma das alas da escola de samba Tom Maior — Foto: Divulgação

“Nasci dentro de uma escola de samba, então pra mim é um sonho sendo realizado. Mais um dentre tantos outros que já conquistei aqui em Belém, como compositor tri-campeão no Império Jurunense, que é a escola que me projetou”, diz Tiago.

O convite surgiu em 2019, através de Bruno Ribas, que é interprete de samba-enredo renomado e estandarte de ouro do carnaval paulista. Para Tiago, o participação é um privilégio que vem com muitofrio na barriga. "As expectativas são as melhores possíveis, esse dia está sendo aguardado por familiares e amigos que estão realizando esse sonho junto comigo. Para nós que moramos na periferia é algo muito grandioso", afirma.

O intérprete já participou dos ensaios técnicos da escola, no Anhembi. A escola é a segunda a desfilar pelo grupo especial na abertura do carnaval, no dia 21 de fevereiro.

Dos palcos para avenida

Júlio Cezar foi convidado pela escola da Matinha para ser um dos interpretes do samba enredo esse ano. — Foto: Divulgação Júlio Cezar foi convidado pela escola da Matinha para ser um dos interpretes do samba enredo esse ano. — Foto: Divulgação

Júlio Cezar foi convidado pela escola da Matinha para ser um dos interpretes do samba enredo esse ano. — Foto: Divulgação

Diferente de Tiago, o cantor Júlio Cesar, do grupo Nosso Tom, é estreante na avenida do samba. Esse ano ele foi convidado pela Escola de Samba da Matinha, para ser um dos intérpretes no carnaval 2020. A escola vai relembrar desfiles memoráveis e pessoas que marcaram a história da agremiação, com o enredo 'Horizontes de Esmeraldas no Voo e o Canto da Coruja Pelos Diferentes na Escolas das Diferenças'.

"O frio na barriga é total, principalmente porque eu sou um cara extremamente emotivo então tem que saber guardar essa emoção. Ano passado nós fomos homenageados por uma escola de samba, o que já foi uma emoção de ponta a ponta. E cantar o enredo da Matinha, que fala de inclusão me faz pensar em tanta coisa por ser um assunto importante a ser debatido. Com certeza dá um frio na barriga misturado com muita emoção", conta Júlio.

Em 2019, o grupo de pagode Nosso Tom no qual Júlio Cesar é vocalista, foi homenageado pela a agremiação “Boêmios da Vila Formosa”, escola samba do distrito de Icoaraci, em Belém. O convite veio após um show solidário realizado pela banda.

O cantor disse também que mesmo com a experiência nos palcos, a preparação para estar na avenida é totalmente diferente. Ele tem feito aulas de preparação de canto. "Eu sou acostumado a ser o cantor principal de uma banda, então quando você vai cantar com oito pessoas tudo tem que ser um pouco mais parecido. A pulsação, a respiração, as palavras, então tem toda essa diferença”, finaliza.

 

 

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