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Exército sírio consolida controle de região que era dominada por insurgentes

O conflito no noroeste da Síria provocou a fuga de 900 mil pessoas desde o início da ofensiva do regime de Damasco, em dezembro, denunciou a ONU,

 
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O exército da Síria anunciou na segunda-feira (17) que tomou controle de dúzias de cidades na região de Alepo, e que vai fazer uma campanha para acabar com grupos militantes “onde quer que eles estejam”.

As forças do presidente Bashar al-Assad avançaram e forçaram os insurgente ao longo de uma rodovia que liga Alepo a Damasco. Essa é a rota mais rápida entre as duas maiores cidades do país.

Mapa mostra a localização de Alepo, na Síria — Foto:  G1 Mapa mostra a localização de Alepo, na Síria — Foto:  G1

Mapa mostra a localização de Alepo, na Síria — Foto: G1

Com apoio de bombardeios russos, os militares estão lutando desde o começo do ano para recapturar o interior de Alepo e partes da província de Idlib que são controladas por insurgentes.

Nesta segunda (17), os ataques atingiram Darat Izza, perto da fronteira com a Turquia. Dois hospitais foram fechados, e civis foram atingidos.

Governo de Bashar Al-Assad retoma arredores de Aleppo, na Síria

Governo de Bashar Al-Assad retoma arredores de Aleppo, na Síria

As ofensivas fizeram com que milhares de civis da Síria fugissem para essa região fronteiriça. Foi o maior deslocamento único em nove anos de guerra.

Também abalou a cooperação entre a Turquia e a Rússia, que apoiam facções diferentes no conflito.

Esses dois países começaram uma rodada de negociações em Moscou nesta segunda-feira (17). Os turcos pedem para que as forças do governo sírio instituam uma trégua.

Para o ministro de Relações Internacionais russo, Sergei Lavrov, os militantes continuam a atacar as bases russas e isso precisa ser respondido.

“Tropas da Rússia e da Turquia na Síria estão em contato constante. Elas têm uma compreensão plena uma da outra”, disse ele.

No entanto, as forças armadas sírias disseram em um comunicado que elas deveriam pressionar e acabar com o resto das organizações terroristas –isso seria uma tarefa nobre e sagrada.

Alepo já foi um centro econômico importante da Síria. A cidade foi onde aconteceram as lutas mais sangrentas entre 2012 e 2016.

Quase 1 milhão de deslocados

O conflito no noroeste da Síria alcançou "um nível terrível" e provocou a fuga de 900 mil pessoas desde o início da ofensiva do regime de Damasco, em dezembro, denunciou a ONU nesta segunda-feira (17).

"Acreditados que 900 mil pessoas foram deslocadas desde o dia 1º de dezembro, em sua maioria mulheres e crianças", declarou em comunicado o secretário-geral adjunto das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock.

Este número representa um aumento de 100 mil deslocados em relação ao balanço anterior divulgado na quinta-feira (13).

"Eles estão traumatizados e obrigados a dormir do lado de fora em temperaturas congelantes porque os campos de refugiados estão superlotados. As mães queimam plástico para aquecer seus filhos. Bebês e crianças morrem de frio", disse Lowcock, indignado.

Para Lowcock, "a violência no noroeste da Síria é cega e a única opção é um cessar-fogo". "Recebemos informações de que os locais onde estão as pessoas deslocadas estão sendo atacados, o que tem causado mortes, feridos e novas deslocamentos".

Os próprios trabalhadores humanitários estão sendo obrigados a se deslocar, porque também estão morrendo, acrescentou o funcionário da ONU.

"Uma enorme operação de resgate" foi lançada da Turquia, mas o pessoal está sobrecarregado pela magnitude da catástrofe, explicou.

Ele pediu para que os membros do Conselho de Segurança da ONU "deixem de lado seus interesses individuais", que seria a única forma de evitar "a maior tragédia humanitária do século XXI".

 

 

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