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Voo com repatriados do Suriname é cancelado após Justiça Federal acatar pedido do Governo do Pará

Companhia aérea informou os passageiros sobre o cancelamento e alegou motivos urgentes. O Governo do Estado já havia assegurado com a Justiça Federal uma ação cautelar de emergência para isolar os passegeiros sob responsabilidade da União.

 
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A companhia aérea Surinam Airways cancelou o voo de repatriação de brasileiros que viriam do Suriname para Belém, neste domingo (22). A empresa informou os passageiros e alegou motivos urgentes. No sábado (21), o Governo do Estado ingressou na Justiça ação cautelar de emergência para que os passageiros fossem isolados sob responsabilidade do Governo Federal, afim de possíveis contaminações do novo coronavírus (Covid-19) no território paraense. A Justiça Federal deferiu o pedido ainda na noite de sábado.

O voo de repatriação de brasileiros do Suriname foi anunciado na última sexta-feira (20) pela empresa aérea. Segundo a empresa, um voo, partindo de Paramaribo às 18h45 de domingo (22), trariam mais de 100 brasileiros à Belém. A empresa informou que as viagens foram negociadas com o Governo Federal.

O governador Helder Barbalho questionou a decisão da empresa em trazer os brasileiros para Belém. Segundo ele, o Governo do Estado foi informado sobre o voo pelo Governo Federal, por meio do embaixador do Brasil no Suriname, mas sem consulta prévia. De acordo com Helder, a União também não informou quais medidas serão adotadas para assegurar que os ocupantes do voo não se tornem possíveis transmissores do Covid-19.

A Justiça Federal determinou que as autoridades sanitárias estaduais possam realizar exames clínicos no momento do desembarque dos passageiros; determinar a quarentena dos que apresentarem alterações no quadro de saúde, inclusive com a possibilidade de serem encaminhados a instituições indicadas pelo Estado, além de determinar uma área reservada no aeroporto para que os passageiros fiquem sem contato com o público, só saindo no momento de embarcar para o destino final.

Se o voo fosse mantido, passageiros paraenses assintomáticos seriam obrigados a assinar um Termo de Responsabilidade e de Compromisso, garantindo que fariam quarentena domiciliar de 14 dias. Já os passageiros de outros Estados não poderiam sair do aeroporto. Aqueles com voo de conexão marcado fariam o exame e receberiam a máscara de proteção, sendo conduzidos pela Polícia Militar ao reembarque.

"Comuniquei ao ministro Sérgio Moro e ao general Sérgio Ramos, ministro da Secretaria de Governo, que só desce em Belém e sai do aeroporto quem for paraense. Quem for de outros Estados não permitiremos que possam transitar sem destino, sem prazo, correndo o risco de ficar circulando pelas ruas do nosso Estado, contaminado eventualmente a população. Todos passarão por exame, e nós vamos informando de acordo com o resultado", ressaltou o governador.

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