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Criminosos aproveitam alta procura pelo álcool em gel para vender item ilegalmente no Pará

Aliado no combate ao novo coronavírus, o item é ofertado até em sites de compra e venda.

 

Aliado na prevenção ao novo coronavírus, o álcool em gel tem sido alvo de disputas nas farmácias e supermercados. Muitos clientes relatam a falta do produto nos estabelecimentos. Mesmo que não substitua a lavagem de mãos com água e sabão, muita gente está se aproveitando da situação para vender o álcool 70% com ilegalidade.

O item é ofertado até em sites de compra e venda, sem informações sobre o processo de industrialização, origem ou porcentagem de álcool. A venda inadequada é crime contra a ordem econômica e contra a saúde pública.

O presidente da Sociedade Brasileira de Farmácia Química, Patrick Cruz, alerta para o consumidor esteja atento ao rótulo do produto e compre somente em estabelecimentos habilitados. "Qualquer produto que não tenha rótulo, ou que você não conheça a procedência, ou que você compra em locais que não são habilitados para o comércio, tudo isso é um risco à saúde. Especialmente, porque você tem a falsa sensação de segurança, quando está sendo usado um produto que não tem ação antisséptica, portanto sem a proteção contra a contaminação", explicou.

Ainda segundo Cruz, a manipulação sem conhecimento técnico também é um risco, por isso é recomendado a utilização somente do produto industrializado. "O preparo deve ser feito somente por profissionais habilitados, não é uma simples mistura".

Devidos às ilegalidades, a Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) criou um canal exclusivo para receber denúncias. Mais de mil operações foram realizadas em Belém e interior do Pará.

Em Marabá, a venda com alta de preço abusiva em álcool em gel e máscaras foi flagrada em seis farmácias. Já em Belém, lojas estão atuando sem procedência e com superfaturamento de 194%, segundo Procon.

Denúncias podem ser feitas ao Procon pelo telefone (91) 99230-9151.

 

 

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