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Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

Atriz assumiu a pasta em 4 de março com a missão de pacificar o setor. Segundo o presidente, ela assumirá a Cinemateca Brasileira, também vinculada à pasta.

 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

Regina Duarte assumiu a pasta em 4 de março, com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro nas redes sociais.

A publicação de Bolsonaro foi acompanhada de um vídeo dele e de Regina, gravado no Palácio da Alvorada (veja abaixo). Na gravação, a atriz diz ter ido até a residência oficial do presidente perguntar se estaria sendo "fritada".

Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

"Regina, toda a semana tem um ou dois ministros que, segundo a mídia, estão sendo fritados. Objetivo é desestabilizar a gente e tentar jogar o governo no chão. Não vão conseguir. Jamais ia fritar você", responde Bolsonaro no vídeo.

Na sequência, a agora ex-secretária de Cultura diz ter acabado de ganhar um presente, o convite para comandar a Cinemateca.

"Acabo de ganhar um presente que é um sonho de qualquer pessoa de comunicação, de audiovisual, de cinema, de teatro: um convite para fazer cinemateca, que é um braço da cultura que funciona lá em São Paulo, e é um museu de toda a filmografia brasileiro, ficar ali, secretariando o governo dentro da cultura na cinemateca. Pode ter presente melhor do que esse? Obrigado, presidente", diz Regina.

O presidente diz ficar chateado pelo fato de a atriz se afastar do convívio em Brasília, mas que fica feliz por ela assumir a Cinemateca.

"Pode ter certeza de uma coisa, eu acho que você quer ajudar o Brasil e o que eu mais quero é o seu bem, pelo seu passado, por aquilo que você representa para todos nós. Ir para a cinemateca, do lado do teu apartamento ali em São Paulo, você vai ser feliz e produzir muito mais, eu fico muito feliz com isso. Chateado porque você se afasta do convívio nosso em Brasília", afirmou Bolsonaro.

No vídeo, Regina Duarte diz ainda que tem sentido muita falta dos filhos e netos e que a família dela a quer mais próxima.

  • VÍDEO: veja analise dos comentaristas

"A minha família, que é uma coisa a qual eu sempre fui muito ligada. Então, é um presente duplo: é a cinemateca e é também eu estar próxima da minha família, que é uma coisa que eu estou desejando muito", completou a atriz.

No fim do vídeo, Bolsonaro diz que a atriz terá o compromisso de sempre acompanhar o presidente nas idas dele a São Paulo.

'Metas e legado'

No início da tarde desta quarta-feira, Regina Duarte afirmou em uma rede social que nos próximos dias divulgará uma série de vídeos com projetos e realizações dos dois meses e meio em que comandou a Secretaria de Cultura.

"Neles fac?o questa?o de mostrar metas e o legado que minha Equipe e eu desenvolvemos para continuar contribuindo com os amados brasileiros que fazem e consomem Arte no Brasil", disse.

Na postagem, a atriz disse que a ida para a Cinemateca é a concretização de um sonho. Segundo ela, a mudança de cargo é um "duplo presente": "vou poder ficar mais pro?xima da minha fami?lia (minha paixa?o) e tambe?m participar mais de perto e ativamente de um setor da Secretaria de Cultura : o a?udio visual, a tele dramaturgia, outras paixo?es da minha vida".

Na sequência, Regina fez outra publicação dizendo continuar acreditando no sonho de achar o "caminho do meio".

"Vou lutar sempre por escapar do ambiente raivoso que acomete parte do setor, um grupo que trabalha quotidianamente não para construir nada mas para separar os criadores de arte , impondo o atraso , impedindo a conexão de TODOS. Tudo isso é feito em nome de ideologias e ressentimentos partidários que nada tem a ver com o fazer cultural, com a mais nobre arte que mora nos corações e mentes da grande maioria da gente brasileira", afirmou.

Trajetória na secretaria

Desde o início do mandato de Bolsonaro, a secretaria teve alta rotatividade em razão de polêmicas na pasta e em órgãos vinculados a ela.

No dia 5 maio, por exemplo, o governo renomeou maestro Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que tinha sido exonerado por Regina no primeiro dia da atriz à frente da secretaria.

Segundo o blog da comentarista do G1 e da TV Globo Andréia Sadi, Regina não foi informada e "não entendeu" a nomeação. Mantovani foi exonerado no mesmo dia e o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, justificou as mudanças por "questões internas".

A saída de Regina Duarte do governo já era um desejo da ala ideológica próxima ao presidente, conforme informou a colunista Andréia Sadi nesta terça.

Questionado sobre a permanência de Regina no governo, Jair Bolsonaro disse que só presidente e vice não podem ser trocados.

A ala política do Planalto tentava afastar as especulações sobre a possibilidade de saída de Regina, mas já havia se frustrado com a fala do presidente sobre a secretária na semana passada.

Bolsonaro queria Regina mais próxima

No fim de abril, na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro elogiou Regina Duarte, mas disse que gostaria de vê-la mais próxima.

Na ocasião, ela estava em São Paulo. O presidente disse também que ela estava tendo dificuldade em lidar com questões de "ideologia de gênero".

"Infelizmente, a Regina está em São Paulo. Está trabalhando pela internet ali. E eu quero que ela esteja mais próxima. É uma excelente pessoa, um bom quadro. É também uma secretaria que era ministério. Muita gente de esquerda pregando ideologia de gênero. Essas coisas todas é que a sociedade, a massa da população, não admite. Ela tem dificuldade nesse sentido", disse o presidente.

 

 

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