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Em mais uma noite de protestos nos EUA, atos chegam perto da Casa Branca, que apaga as luzes externas

Presidente Donald Trump volta a ameaçar o movimento antifascista, que, diz o presidente, pode ser classificado como terrorista. Em Nova York, houve relatos de saques a lojas.

 
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A noite de domingo (31) e a madrugada desta segunda-feira (1) tiveram mais manifestações contra o racismo nos Estados Unidos, desta vez marcados pela proximidade dos protestos com o centro do poder no país –houve um incêndio perto da Casa Branca, a sede do governo, que apagou as luzes, e uma alta adesão em Nova York.

Todas as luzes da Casa Branca foram apagadas no início da madrugada desta segunda-feira (1º), durante mais um dia de protestos contra o racismo — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Os protestos começaram como resposta à morte de um homem negro, George Floyd, no dia 25 de maio, que estava sob custódia da polícia em Minneapolis.

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Ao menos 4.400 pessoas forma presas por furto, roubo ou bloquear vias ou quebrar o toque de recolher ou outras ofensas, de acordo com a agência Associated Press.

Manifestantes vandalizam um carro enquanto protestam contra a morte de George Floyd perto da Casa Branca, em Washington, na noite deste domingo (31) — Foto: Evan Vucci/AP

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Perto da Casa Branca, a polícia jogou bombas de gás em manifestantes para dispersar algumas pessoas que haviam quebrado janelas de edifícios importantes da capital dos EUA, Washington DC. Carros foram virados e incendiados nos protestos.

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A Casa Branca então apagou as luzes exteriores. Havia um toque de recolher a partir das 23h, mas a multidão não se dispersou, e houve um embate com a polícia em um pequeno parque do lado de fora do edifício.

Na sexta-feira, agentes do Serviço Secreto, responsáveis pela segurança do presidente, levaram Donald Trump a um bunker subterrâneo que, no passado, foi usado durante ataques terroristas.

Um contêiner de lixo é queimado por manifestantes durante protestos contra a morte de George Floyd em Manhattan, Nova York, nos EUA, na madrugada desta segunda-feira (1º) — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Houve um incêndio no porão da igreja de São João, conhecida como "a igreja dos presidentes".

Protestos em outras cidades

O estado da Califórnia determinou que todos os edifícios governamentais nas regiões centrais das cidades sejam fechados nesta segunda-feira (1), e o governador Gavin Newsom declarou estado de emergência em Los Angeles.

Em Nova York, dezenas de milhares de pessoas marcharam pacificamente, mas também houve relatos de lojas saqueadas e de confrontos com a polícia.

Um caminhão-tanque avançou sobre manifestantes em Minneapolis, mostrando a dificuldade dos Estados Unidos para conter protestos caóticos a respeito de questões raciais e do policiamento.

Em Louisville, no Kentucky, a WLKY-TV, filiada local da rede CBS, noticiou que um homem foi morto a tiros pela polícia na manhã desta segunda-feira. Não ficou claro se ele estava protestando. A polícia disse que foi alvo de tiros antes do incidente, segundo a WLKY.

Protestos também aconteceram em Chicago, Seattle, Salt Lake City, Cleveland e Dallas.

Protesto contra racismo em Washington — Foto: AP Photo/Alex Brandon

Soldados da Guarda Nacional foram mobilizados em 15 estados e em Washington, D.C.

"Odeio ver minha cidade assim, mas no final das contas precisamos de justiça", disse Jahvon Craven, de 18 anos, que acompanhava de um viaduto os manifestantes na Interestadual 35 do centro de Minneapolis momentos antes do toque de recolher das 20h entrar em vigor.

Policiais se ajoelham diante de manifestantes em Ferguson, no Missouri, nesta domingo (31); gesto é um dos símbolos dos protestos antirracistas nos EUA — Foto: Robert Cohen/St. Louis Post-Dispatch via AP

Em diversas partes dos Estados Unidos, policiais participaram dos atos ao se ajoelharem diante dos manifestantes.

Trump culpa antifascistas

O presidente Donald Trump e o procurador-geral William Barr disseram que o movimento de extrema esquerda Antifa é o culpado pelas manifestações que terminaram com agressões.

Abreviação de anti-fascistas, antifa é um termo genérico para grupos militantes de extrema esquerda que resistem a neonazistas e supremacistas brancos em manifestações.

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Forças de segurança monitoram jardim próximo à Casa Branca, em Washington, neste domingo (31) — Foto: Alex Brandon/AP Photo

Barr disse no domingo que o FBI usaria suas forças-tarefa regionais conjuntas de terrorismo para "identificar organizadores criminais", e Trump ameaçou novamente nomear o antifa como um grupo terrorista.

O Departamento de Justiça também está destacando membros do Serviço de Marechais dos EUA e agentes da Administração de Repressão às Drogas para complementar as tropas da Guarda Nacional do lado de fora da Casa Branca, disse uma autoridade do departamento.

Barr alertou que os promotores podem tentar usar os estatutos do terrorismo contra "agitadores radicais violentos" que tentam seqüestrar protestos para causar destruição.

Policial ajoelhado no pescoço de Floyd

Imagens de vídeo do dia 25 de maio mostraram um policial branco de Minneapolis ajoelhando no pescoço de Floyd, de 46 anos, durante quase nove minutos. Ele morreu depois, a aminho do hospital.

Sua morte causou revolta em uma nação que está política e racialmente dividida durante uma campanha presidencial polarizada, ressuscitando protestos que aconteceram diversas vezes nos últimos anos em reação ao assassinato de negros norte-americanos nas mãos da polícia.

Autoridades impuseram toques de recolher em dezenas de cidades dos EUA, o maior número desde o assassinato de Martin Luther King Jr. em 1968 --também ocorrido durante uma campanha eleitoral e em meio aos tumultos de manifestações contra a guerra.

O presidente Donald Trump repudiou o assassinato de Floyd e prometeu justiça, mas também descreveu os manifestantes atuais como "bandidos".

"Endureçam, prefeitos e governadores democratas", escreveu em uma rede social Trump, na tarde de domingo. "Estas pessoas são ANARQUISTAS. Chamem nossa Guarda Nacional JÁ."

 

 

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