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Líderes religiosos reagem indignados a gesto de Trump com a Bíblia

Foi traumático e profundamente ofensivo no sentido de que algo sagrado foi mal utilizado para um gesto político , afirmou Mariann Budde, episcopisa da diocese de Washington sobre pose em frente à igreja de St. John. Nesta terça, presidente visitou s

 
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Líderes religiosos americanos criticaram duramente nesta terça-feira (2) a decisão do presidente Donald Trump de posar com uma Bíblia em frente a uma igreja, minutos depois de ordenar uma repressão a um protesto contra a morte de um cidadão negro por um policial branco.

"Foi traumático e profundamente ofensivo no sentido de que algo sagrado foi mal utilizado para um gesto político", denunciou na rádio pública NPR Mariann Budde, episcopisa da diocese de Washington, à qual pertence a igreja de Saint John, que Trump visitou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, posa com uma Bíblia nas mãos em frente a Igreja Episcopal St. John, em Washington, na segunda-feira (1) — Foto: Reuters/Tom Brenner

O presidente usou "o poder simbólico do nosso texto sagrado, segurando-o na mão como se fosse uma reivindicação de suas posições e sua autoridade", acrescentou Budde.

A Igreja de Saint John, um edifício histórico perto da Casa Branca, é um templo episcopal protestante que foi danificado no domingo à noite em meio aos protestos.

Padre segura uma Bíblia e um cartaz com a frase ‘Deus não é uma chance para fotografia’, enquanto a comitiva do presidente Donald Trump passa a caminho do Santuário Nacional São João Paulo II, em Washington, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

Mas na segunda-feira os manifestantes protestavam pacificamente quando foram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo para que Trump caminhasse por alguns metros entre a Casa Branca e o templo, onde posou para fotos.

O protesto e a repressão foram transmitidos ao vivo em muitas emissoras, então as críticas vieram rapidamente.

Ezra Pashaj, de seis anos, exibe cartaz com a frase ‘Pare de ser mau, Donald Trump’, enquanto a comitiva do presidente Donald Trump passa a caminho do Santuário Nacional São João Paulo II, em Washington, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Jonathan Ernst

"Naquele momento, o protesto era totalmente pacífico", disse Budde. "Não havia justificativa para isso", acrescentou.

Na segunda-feira, antes de visitar o templo, Trump adotou um tom marcial em um discurso solene à nação, no qual ameaçou mobilizar os militares para reprimir os maiores protestos raciais vistos no país desde os anos 1960.

Milhares de pessoas têm ido às ruas protestar desde 25 de maio, quando George Floyd, um cidadão negro de 46 anos, morreu quando era detido pela polícia em Minneapolis.

Manifestantes exibem cartazes enquanto a comitiva do presidente Donald Trump passa a caminho do Santuário Nacional São João Paulo II, em Washington, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

Os protestos foram em grande parte pacíficos, mas houve tumultos à noite, apesar do toque de recolher imposto em várias grandes cidades.

Outros líderes da Igreja Episcopal dos Estados Unidos denunciaram a visita de Trump como "um evento embaraçoso e moralmente repugnante".

"Simplesmente pelo fato de segurar uma Bíblia fechada, ele acreditou que ganharia o apoio dos cristãos", disseram os bispos da Nova Inglaterra, uma região na costa leste dos Estados Unidos, em um comunicado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, posam ao lado de uma estátua do Papa João Paulo II durante visita ao Santuário Nacional São João Paulo II, em Washington, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Tom Brenner

Na terça-feira, o magnata republicano, que busca a reeleição em novembro, visitou o monumento em homenagem ao papa João Paulo II, no nordeste de Washington, gerando desconforto entre os líderes católicos.

"Acho desconcertante e reprovável que um lugar católico possa ser usado e manipulado de maneira a violar os princípios religiosos mais básicos", disse o arcebispo de Washington, Wilton Gregory, em comunicado.

O pontífice, que morreu em 2005, "certamente não toleraria o uso de gás lacrimogêneo e outros elementos para silenciar, dispersar ou intimidar" antes de fotografar em um local de culto, acrescentou.

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