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Da vaquinha virtual à NASA

Jovem que recebeu doações para estudar no exterior coleciona prêmios e chama atenção da agência espacial norte-americana

 
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O sonho de estudar no exterior tem crescido entre a juventude brasileira. Segundo pesquisa feita pela Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), somente em 2018, 50.400 brasileiros foram fazer graduação no exterior, um aumento de quase 40% em relação a 2017. Não foi diferente com a catarinense Katarine Emanuela Klitzke, de 18 anos. Ela conquistou em 2018 a medalha de ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), realizada no Paraguai, e foi além: ingressou na Georgia Tech (Georgia Institute of Technology), nos Estados Unidos, uma das universidades de Engenharia da Computação mais conceituadas do mundo, e, em apenas um ano por lá, já conquistou diversos prêmios, um deles da agência espacial norte-americana, a NASA. Mas nada foi fácil para ela, que precisou fazer uma vaquinha virtual para ter recursos para viajar e realizar seu tão sonhado objetivo.

 

- Um ano já se passou desde que criei minha campanha da vaquinha para poder viabilizar meu sonho de estudar em Georgia Tech, uma das melhores universidades em Engenharia da Computação do mundo. Durante este meu primeiro ano de faculdade, tive inúmeras oportunidades incríveis de aprender conteúdos de alto nível super importantes para minha formação, me conectar com pessoas incríveis de todo o mundo e colocar boa parte do meu conhecimento em prática através das estruturas de laboratórios, clubes e pesquisas – conta Katarine.  

 

Dentre os prêmios conquistados pela jovem, estão a Society of Women in Engineering, a Dean List 2020, RoboJackets e a RASC-AL 2020, competição organizada e sediada pela NASA visando desafiar novas gerações de estudantes a solucionarem os problemas enfrentados pela agência espacial norte-americana no desenvolvimento de suas missões de exploração espacial. Em virtude dessa trajetória de grande sucesso, acaba de ser aceita para iniciar a própria pesquisa em cosmologia computacional. Foi uma das responsáveis por desenvolver uma missão espacial completa para Marte de curta duração (30 dias na superfície do planeta vermelho), utilizando e sugerindo a implementação de diversas tecnologias inovadoras que revolucionarão o mercado aeroespacial. O projeto venceu o prêmio de melhor na sua categoria e, como consequência, Katarina o apresentará, em novembro, na ASCEND 2020, uma das maiores e mais importantes conferências de exploração espacial e engenharia aeroespacial do mundo. Para completar, ela foi aprovada, no dia 20 de junho, no programa de líderes da Fundação Estudar, um dos processos seletivos mais competitivos do Brasil (cerca de uma vaga para cada 1800 candidatos).

 

Sobre a OBA, início da trajetória espacial de Katarina

 

Tudo começou na trajetória espacial de Katarina com a medalha conquistada na OBA, que prorrogou as suas inscrições novamente, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, até o dia 31 de julho. Escolas públicas e particulares que ainda não participam podem se cadastrar pelo site www.oba.org.br. Realizada em fase única e voltada para todos os estudantes dos ensinos fundamental e médio, a olimpíada ainda não tem data definida para sua realização, a depender da retomada das atividades escolares.  

 

Em 23 anos de existência, a OBA já superou a marca dos 10 milhões de participantes e distribui anualmente cerca de 50 mil medalhas. A edição de 2019 teve a participação recorde de 884.979 estudantes de 9.965 escolas de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal, além de du

 

 

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