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Nova Zelândia cogita adiamento das eleições devido à pandemia

País registrou 4 novos casos nesta terça-feira 11 após 102 dias sem contágios locais.

 
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A primeira-ministra Jacinda Ardern examina a ideia de adiar as eleições de setembro devido ao ressurgimento de casos do novo coronavírus na Nova Zelândia, enquanto os especialistas investigam a origem dos novos focos no país, que não registrava contágios locais desde maio.

As autoridades de saúde ordenaram o confinamento da população de Auckland, a maior cidade do país, onde foram registrados quatro casos prováveis de Covid-19, o que eleva a total do foco para oito.

Com 1,5 milhão habitantes obrigados a permanecer em suas casas durante três dias, e outros milhões preocupados com um retorno mais amplo da Covid-19, Ardern afirmou que está consultando a comissão eleitoral sobre a possibilidade de adiar as eleições de 19 de setembro.

O Parlamento deveria ser dissolvido na quarta-feira (12) para permitir a organização das eleições. Ardern anunciou o adiamento da dissolução para segunda-feira (17), com o objetivo de observar como evolui a situação sanitária.

"No momento é muito cedo para tomar uma decisão, mas isto dá flexibilidade, em caso de necessidade", afirmou a primeira-ministra trabalhista, que é a grande favorita nas pesquisas.

A líder do Partido Nacional, Judith Collins, à frente da oposição conservadora, pediu o adiamento da eleição para o fim de novembro ou para o 2021.

"Simplesmente não é razoável dizer que teremos eleições justas, quando os partidos de oposição não são livres para fazer campanha", declarou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a Nova Zelândia um exemplo de boa gestão da crise de saúde.

Um profissional de saúde realiza um teste em um centro de testes de coronavírus no subúrbio de Northcote, em Auckland, na Nova Zelândia, nesta quarta-feira (12) — Foto: David Rowland/AFP

Com 22 mortos para uma população de cinco milhões de habitantes desde o início da pandemia, o país não registrou contágios locais por 102 dias. Mas na terça-feira, quatro pessoas da mesma família — sem histórico de viagens ao exterior — apresentaram resultado positivo.

As autoridades investigam a origem dos casos. O diretor geral de Saúde, Ashley Bloomfield, afirmou que uma das pessoas contaminadas trabalha em um frigorífico de Auckland que recebe produtos importados. Uma das hipóteses investigadas é a de que o vírus chegou com as mercadorias.

"Sabemos que o vírus pode sobreviver em ambientes refrigerados durante algum tempo", disse, após informar que testes foram realizados no frigorífico.

Se a tese for comprovada, isto pode ter consequências profundas para o comércio mundial, muito abalado por seis meses de pandemia.

Bloomfield se mostrou tranquilizador sobre a gestão do ressurgimento da epidemia: "Já passamos por esta situação, se trabalharmos juntos vamos superar".

Nova Zelândia registra 4 novos casos de Covid-19

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Confinamento

Os cidadãos de Auckland observam o fim de semanas de uma vida praticamente normal na Nova Zelândia, onde os moradores compareciam a eventos esportivos e culturais, e os restaurantes permaneciam abertos.

Ardern restringiu as reuniões a 10 pessoas no máximo e fez um apelo para que os neozelandeses usem a máscara.

As compras compulsivas voltaram a acontecer nos supermercados de Auckland, longas filas foram registradas nos centros de testes e policiais, de máscara, intensificaram os controles nas rodovias para garantir o respeito às normas.

As autoridades tomaram ainda a decisão drástica de proibir as visitas às casas de repouso. A primeira-ministra considera esta medida a melhor maneira de proteger as pessoas mais velhas.

 

 

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