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Sindmepa envia ofício ao MPT para fiscalizar pagamentos de médicos do Hospital de Campanha do Hangar

Profissionais contam que estão há meses sem receber salários. Além disso, eles contam que quem reclama da situação para a direção do hospital é demitido.

 
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O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindimepa) informou nesta terça-feira (11) que enviou um ofício ao Ministério Público do Trabalho (MPT) exigindo mais fiscalização em relação ao pagamento de salários de profissionais do Hospital de Campanha do Hangar, em Belém. Segundo os trabalhadores, vários médicos que estão na linha de frente do combate à Covid-19 estão há meses sem receber salários. Em nota, a Secretaria de Saúde Pública (Sespa) informou que os repasses dos salários dos profissionais do hospital estão sendo feitos regularmente.

De acordo com o Sindmepa, as reclamações de atrasos no salário começaram nos meses de abril e maio, logo após a abertura do Hospital de Campanha. Porém, segundo o Sindmepa, apesar das reclamações serem encaminhadas ao Ministério Público, o sindicato diz que não pode fazer nada a respeito dos atrasos salariais, devido a falta de vínculo empregatício dos profissionais.

"Não temos muita coisa a fazer em relação a isso. Os médicos possuem contratos de trabalho que fogem à CLT. Normalmente as empresas pedem que os médicos se vinculem por meio de contratos de Pessoas Jurídicas", explica o diretor do Sindmepa, Wilson Machado.

'Quem reclama é demitido', conta médico

Profissionais de saúde reclamam de atrasos nos pagamentos

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De acordo com os médicos que trabalham no Hospital de Campanha de Belém, o atraso salarial não pode ser motivo de reclamação na para a direção da unidade. Segundo um médico, que preferiu não se identificar, os profissionais que reclamam com a coordenação do hospital sobre falta de remuneração acabam sendo demitidos.

"A gente que tá na linha de frente, arriscando as nossas vidas, de nossos familiares, esperamos ser pagos em dia. Sempre que a gente questiona a direção, eles dão alguma desculpa. Logo em seguida, essa pessoa perde o emprego", conta.

Segundo ele, há uma reunião periódica entre membros da diretoria do hospital que definem quais funcionários serão demitidos no próximo mês. De acordo com o médico, os casos de reclamação de salário sempre são colocados à mesa.

"A coordenação do hospital marca uma reunião periódica apenas com algumas pessoas. Nesse encontro, a pauta era definir quais funcionários seriam demitidos. Eles sempre usavam como pretexto a reclamação sobre os salários atrasados", alerta.

O 'outro lado'

A Sespa informou, por meio de nota, que está em dia com o pagamento da Organização Social responsável pelo Hospital de Campanha do Hangar, em Belém. De acordo com o órgão, o repasse mais recente, destinado ao custeio e manutenção dos serviços, foi feito no dia 4 desse mês.

 

 

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