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Manifestantes voltam às ruas em Belarus contra governo de Loukachenko, que recusa mediação

Chefe de estado bielorusso diz que as manifestações colocam em perigo a união governamental entre a Rússia e Belarus

 
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Milhares de pessoas voltaram à ruas neste sábado (15) em Minsk em protesto à reeleição do presidente Alexandre Loukachenko, em 9 de agosto. A mobilização cresce, mas o chefe de estado do país, no poder desde 1994, recusou qualquer mediação externa, apesar de conversado com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a crise política em Belarus.

O presidente bioelorusso rejeitou neste sábado a possibilidade de uma mediação estrangeira, proposta pela Polônia, a Lituânia e a Letônia. "Não precisamos de nenhum governo estrangeiro ou mediador", afirmou Loukachenko durante uma reunião com o governo. Os três países propuseram um plano de mediação prevendo a criação de um "conselho nacional" para resolver a atual crise política.

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No início da tarde, em Minsk, milhares de pessoas se dirigiram à estação de metrô Pouchkinskaïa, no oeste da capital, para homenagear um homem encontrado morto perto do local onde acontecia uma manifestação, na sexta-feira (14).

A principal candidata da oposição às eleições presidenciais, Svetlana Tikhanovskaïa, exilada na Lituânia, pediu à população que organize protestos pacíficos neste fim de semana e denunciou um "massacre" do governo. Tikhanovskaya, que reivindica a vitória na eleição de 9 de agosto, anunciou a criação de um comitê para organizar a transferência de poder e pediu um diálogo com as autoridades.

Paralelamente, entre 500 e 700 pessoas se reuniram em silêncio com a família da vítima, em torno de seu caixão, que foi exposto em um outro bairro de Minsk.

Conversa com Putin

Loukachenko discutiu por telefone neste sábado com o presidente russo Vladimir Putin, para discutir "a ameaça" que visa, segundo ele, seu país e sua região. O chefe de Estado bielorusso disse que as manifestações colocam em perigo a união governamental entre a Rússia e Belarus.

Segundo ele, seu país enfrenta protestos similares aos ocorridos nos últimos 20 anos nos países da (URSS) ex-União das repúblicas socialistas soviéticas, com "elementos de interferência externa".

Nesta sexta-feira, a União Europeia autorizou a adoção de novas sanções econômicas contra responsáveis de Belarus ligados à repressão dos manifestantes ou às fraudes eleitorais.

As medidas coincidem com o fortalecimento da mobilização no país, na quinta (13) e sexta-feira (14), mais pacíficas e sem prisões em massa, indicando um recuo das autoridades bielorussas, que anunciaram a liberação de mais de 2.000 pessoas das quase 6.700 detidas durante as manifestações.

 

 

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