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Agência reguladora vai investigar Correios dos EUA conforme cresce preocupação com atraso de votos

Questão preocupam eleitorado americano, que pode votar por correio de acordo com regras definidas por cada estado.

 
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A Agência reguladora interna do Serviço Postal dos Estados Unidos está investigando cortes de gastos que atrasam entregas e alarmaram parlamentares antes das eleições presidenciais, na qual até metade dos eleitores norte-americanos poderão votar por correspondência, disse um assessor parlamentar nesta sexta-feira (14).

O inspetor-geral do Serviço Postal também vai examinar possíveis conflitos de interesse envolvendo o novo diretor-geral, Louis DeJoy, que doou US$ 2,7 milhões para o presidente Donald Trump e seus colegas republicanos, de acordo com Saloni Sharma, uma porta-voz da senadora democrata Elizabeth Warren, que pediu a investigação.

DeJoy possui milhões de dólares em ações de concorrentes e clientes do Serviço Postal, de acordo com um formulário de transparência financeira de sua esposa.

O gabinete do inspetor-geral está "conduzindo um grupo de trabalho para abordar as preocupações levantadas", disse a porta-voz Agapi Doulaveris.

A investigação acontece ao mesmo tempo em que o Serviço Postal está alertando Estados de que existe um "risco considerável" de os eleitores não terem tempo suficiente para preencher e enviar seus votos respeitando as leis estaduais atuais, que permitem que estes solicitem cédulas a poucos dias da eleição. O jornal "The Washington Post" reportou que o Serviço Postal avisou um total de 46 dos 50 Estados e do Distrito de Columbia.

As cartas ressaltam a possibilidade de um número significativo de votos pelo correio para a eleição presidencial de 3 de novembro não ser contado se estes forem devolvidos muito tarde.

"As autoridades eleitorais estaduais e municipais precisam entender e levar em conta nossos padrões operacionais e cronogramas recomendados", disse a porta-voz do Serviço Postal, Martha Johnson.

Votos por correio

Fachada de agência do Serviço Postal dos Estados Unidos em Filadélfia, em foto de 14 de agosto — Foto: Rachel Wisniewski/Reuters

As autoridades eleitorais estão correndo para se preparar para uma avalanche de votos pelo correio, já que os norte-americanos estão evitando aglomerações devido à pandemia de coronavírus, que levou muitos Estados a facilitarem esta modalidade de votação.

O presidente Donald Trump, que aparece atrás do rival democrata Joe Biden em pesquisas de opinião, rejeita uma votação postal em larga escala, dizendo sem provas que ela pode levar a uma fraude. Biden e outros democratas acusam Trump de tentar desestimular o voto pelo correio por acreditar que isso aumentaria suas chances de se reeleger.

Especialistas eleitorais dizem que a votação postal é tão segura quanto qualquer outro método. Saiba mais no VÍDEO abaixo.

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