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EUA criarão linhagem de coronavírus para testes de risco em humanos, diz agência

Considerada polêmica e arriscada, ideia é usar em em testes de risco em humanos para vacinas.

 
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Cientistas do governo dos Estados Unidos iniciaram esforços para fabricar uma linhagem do novo coronavírus que poderia ser usada em testes de risco em humanos para vacinas, um tipo de estudo polêmico no qual voluntários saudáveis seriam vacinados e depois infectados intencionalmente com o vírus, como a Reuters tomou conhecimento nesta sexta-feira (14).

O trabalho é preliminar, e tais testes não substituiriam testes de estágio avançado de larga escala, como aqueles atualmente em curso nos EUA com vacinas contra Covid-19 experimentais da Moderna e da Pfizer, de acordo com um comunicado do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid), parte do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, enviado por email à Reuters.

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Autoridades norte-americanas que organizam a luta contra a pandemia estão sendo pressionadas por grupos de ativistas, como o 1 Day Sooner e outros, que veem os testes de risco como uma maneira de acelerar os testes de uma vacina contra Covid-19. A maioria dos testes de vacinas depende de infecções aleatórias, o que pode demorar para ocorrer.

Algumas farmacêuticas, como AstraZeneca e Johnson & Johnson, disseram que cogitariam testes de risco em humanos para vacinas contra Covid-19 se necessário.

"Caso exista a necessidade de estudos de risco em humanos para avaliar plenamente candidatas a vacinas ou terapias para SARS-CoV-2, o Niaid iniciou investigações das considerações técnicas e éticas de se realizar estudos de risco em humanos", disse o comunicado da agência.

Isso inclui esforços para fabricar uma linhagem adequada do SARS-CoV-2, elaborar um protocolo clínico e identificar os recursos que seriam necessários para realizar tais estudos.

Estudos de risco

Foto ilustrativa de seringa com vacina contra o coronavírus — Foto: Andre Melo Andrade/Estadão Conteúdo

Estudos de risco pequenos seriam feitos em unidades de isolamento pequenas para controlar o vírus. Estudos de risco maiores com 100 pessoas ou perto disso teriam que ser feitos em diversos locais, o que acrescentaria meses de preparativos para coordenar os estudos.

Tais testes costumam ser feitos quando um vírus não está circulando amplamente, o que não é o caso da Covid-19. Muitos cientistas consideram os estudos de risco em humanos do novo coronavírus antiéticos porque não existem "terapias de resgate" para aqueles que adoecerem.

No início desta semana, Johan Van Hoof, chefe global de vacinas da J&J, disse em uma entrevista à Reuters que os preparativos para tais testes estão em andamento em todo o mundo e que sua empresa os está seguindo.

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