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Médicos cubanos protestam contra decisão que os proíbe de trabalhar no Pará

Juiz substituto Henrique Jorge Dantas da Cruz acatou pedido do Conselho Federal de Medicina CFM na última sexta-feira, 14. Governo do Pará disse que vai recorrer.

 

Médicos cubanos protestaram neste sábado (15) contra a decisão da Justiça de determinou a suspensão dos contratos dos profissionais estrangeiros e brasileiros formados no exterior que atuam no Pará. O grupo se concentrou em frente na entrada do Palácio do Governo, na avenida Doutor Freitas, em São Brás.

Segundo o médico cubano Eriberto Vilhena Reyes, a equipe médica que chegou para dar o suporte à saúde no estado ficou na linha de frente ao enfrentamento à Covid-19 durante a pandemia e se não fosse pelos os esforços deles e dos demais médicos o Pará não teria conseguido superar a crise sanitária de forma tão contundente.

"Nós somos preparados e formados, podemos ser igual a qualquer médicos em qualquer país, iguais aos médicos brasileiros. Estou aqui a seis anos e a única dificuldade é o CRM. Mas a nossa qualificação foi demonstrada em todas as partes. Muitos de nós temos mais de 15 e 20 anos como médico. Trabalhamos muito para isso e merecemos respeito.", afirmou

Reyes também denunciou que os médicos cubanos não estão recebendo os salários corretamente, com uma defasagem de dois meses entre os pagamentos. "Há problema no pagamento dos salários. Estão pagando de dois em dois meses o valor salário atraso. Agora (agosto), recebemos o pagamento de junho", concluiu.

Nota Sespa

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), informou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), recorreu da decisão, mas o pedido de efeito suspensivo ainda não foi apreciado. Sendo assim, a Sespa cumprirá a sentença de forma gradual, para que os atendimentos não sejam interrompidos, mantendo assistência médica em cerca de 110 municípios onde esses profissionais atuam.

Alem disso, a Sespa disse que reconhece o trabalho desenvolvido por todos esses profissionais, que foram essenciais no combate à Covid-19 no Estado, atendendo principalmente em localidades de difícil acesso, na atenção básica, hospitais de campanha e hospitais regionais, e ressalta que tomará todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão.

 

 

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