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Manifestantes são levados à delegacia por manter refém o comandante de balsa em Monte Alegre

Seis pessoas foram indiciadas por expor ao perigo a navegação marítima e por cárcere privado. Manifestação acontecia há quatro dias por melhorias na região do Pariçó.

 
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Após "interditarem" o Rio Gurupatuba em protesto por melhorias na estrada da região do Pariçó, no município de Monte Alegre, no oeste do Pará, na sexta-feira (14), nove pessoas foram conduzidas à delegacia, sendo três adolescentes. Segundo a Polícia, eles mantiveram refém o comandante da balsa carregada com seixo que estava sendo usadas para bloquear a passagem.

Há pelo menos quatro dias, moradores de aproximadamente sete comunidades estavam cobrando pavimentação asfáltica, já que nas localidades passam caminhões e caçambas que levantam poeira. Até então, a manifestação era considerada pacífica, mesmo que eles estivessem impedindo o ir e vir das pessoas. O problema se agravou quando eles tomaram uma balsa, colocaram o piloto em cárcere e impediram que a viagem seguisse, desde a noite do dia 13 [quinta-feira].

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Edjalmo Nogueira, na manhã de sexta os manifestantes amarraram uma corda de náilon atravessando o rio, da balsa até terra firme, na região do Pariçó, o que impedia que as embarcações transitassem e, consequentemente, causavam riscos à navegação. Já a tarde, uma embarcação, com aproximadamente 100 passageiros e cargas, conseguiu passar, arrebentando a corda.

"Segundo o relato da vítima, quando ele tentava ligar a embarcação para ir embora, era ameaçado pelos manifestantes que já estavam dentro da balsa. A ameaça era de que se ele insistisse em sair, eles ateariam fogo em duas caçambas que estavam a bordo", explicou o delegado.

Para ajudar à abordagem foi solicitado o apoio dos inspetores navais da Capitania de Santarém, juntamente com o tenente Adeílson, da 2ª Companhia Independente de Missões (Cime), que com os policiais de Monte Alegre abordaram a embarcação.

No momento da chegada, duas embarcações de pequeno porte insistiram em se aproximar da balsa, mesmo sob ordem de não se afastar, daí foi disparado um tiro em direção ao rio, não em direção as pessoas, para dispersar as bajaras. Após o disparo, eles recuaram e foram para terra firme.

"Ou seja, a informação que chegou inicialmente era de que a balsa estava ajudando na manifestação, mas na realidade era o contrário, segundo o comandante da embarcação. Diante disso, os nove manifestantes que estavam lá foram conduzidos à delegacia, sendo que após vistoria na bajara que eles utilizaram foram encontradas duas garrafas de combustível e dois terçados", disse o delegado.

Segundo o delegado, seis pessoas foram autuadas em flagrante e o procedimento ainda não foi concluído. "Três eram adolescentes e disseram que só tinham ido levar coletes salva-vidas para os manifestantes. Eles foram entregues aos pais e devem se apresentar à delegacia às 10h para prestar esclarecimentos", ressaltou.

Após a conclusão, o procedimento deve ser remetido ao poder judiciário e Ministério Público. O indiciamento é por expor ao perigo a navegação marítima e também pelo cárcere privado do comandante da balsa. As manifestações cobrando as melhorias na região do Pariçó devem continuar, de acordo com os comunitários.

Interdição na estrada

Estrada que dá acesso a cidade de Monte Alegre é interditada por moradores — Foto: Redes Sociais/Reprodução

A avenida Sapucaia liga o porto ao frigorífico que abastece a cidade. E de acordo com os moradores, é uma importante via por onde passam veículos pesados que são usados na exportação de madeira, minério de brita, seixo, entre outros. Ela foi interditada na terça-feira (11) por moradores que montaram acampamento na área.

Além da reivindicação pela pavimentação da avenida, o movimento ressalta que há várias irregularidades na retirada de matérias-primas e no abate dos animais.

 

 

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