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Manifestantes protestam em Belarus após Rússia oferecer ajuda militar a Lukashenko

O Kremlin afirmou que o presidente Vladimir Putin havia dito a Lukashenko que Moscou estava pronto para auxiliar Belarus, se fosse necessário, e que o país estava sofrendo pressão externa.

 
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A Rússia afirmou, neste domingo (16), que avisou o líder de Belarus, Alexander Lukashenko, que estava pronta para oferecer assistência militar, se for necessária, enquanto manifestantes realizaram o maior protesto até agora contra o que eles consideram ter sido uma reeleição manipulada de Lukashenko.

O protesto na capital de Belarus, Minsk, atraiu cerca de 200 mil pessoas, estimou um repórter da Reuters. Pelo menos dois manifestantes morreram e milhares foram detidos nos protestos desde a eleição do último domingo passado.

O povo carregou bandeiras vermelhas e brancas e cantou “Renuncie Lukashenko” e “Não esqueceremos ou perdoaremos”.

Manifestantes protestam em Minsk, neste domingo (16), contra os resultados das eleições presidenciais exigindo a renúncia do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko e a libertação de prisioneiros políticos — Foto: Vasily Fedosenko/Reuters

Manifestantes de oposição participam de ato no centro de Minsk neste domingo (16) — Foto: Sergei Gapon/AFP

Adversários de Lukashenko, no poder há 26 anos, dizem que a votação foi fraudada para esconder o fato de que ele havia perdido apoio do público. Ela nega ter perdido, citando resultados oficiais que lhe dão pouco mais de 80% dos votos.

O Kremlin afirmou que o presidente russo Vladimir Putin havia dito a Lukashenko que Moscou estava pronto para auxiliar Belarus, seguindo um pacto coletivo militar, se fosse necessário e que o país estava sofrendo pressão externa.

Não especificou de onde.

Pouco antes do protesto da oposição, a segurança era rígida à medida em que apoiadores de Lukashenko se reuniam no centro de Minsk pela primeira vez desde a eleição para expressar apoio a ele e ouvi-lo dar um inflamado discurso.

O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko gesticula enquanto faz um discurso durante uma manifestação de seus apoiadores perto da sede do Governo na Praça da Independência, em Minsk, neste domingo (16) — Foto: Reuters

Lukashenko, sob pressão da União Europeia pela repressão contra seus adversários, afirmou que tanques da OTAN e aviões foram posicionados a 15 minutos da fronteira de Belarus. A OTAN afirmou que estava monitorando de perto a situação no país, mas que não houve aglomeração militar na fronteira oeste de Belarus.

Lukashenko, que alegou que há um complô estrangeiro para derrubá-lo, disse que Belarus estava sob pressão.

“Tropas da OTAN estão à nossa porta. Lituânia, Letônia, Polônia e Ucrânia estão mandando que façamos novas eleições”, disse, acrescentando que Belarus “morreria como Estado” se um novo pleito fosse realizado.

“Eu nunca os trai e nunca o farei”, afirmou.

O exército de Belarus realizaria exercícios entre 17 e 20 de agosto no oeste do país, segundo a agência de notícias russa RIA.

 

 

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