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Serviço postal dos EUA interrompe mudanças até depois das eleições; medidas poderiam atrasar contagem de votos

Eleições americanas permitem voto pelo correio, que virou motivo de embate entre democratas e republicanos.

 
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O Serviço Postal dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (18) a suspensão de mudanças operacionais no sistema de entregas. A interrupção vale até depois das eleições presidenciais marcadas para 3 de novembro. Críticos diziam que tais medidas causariam atrasos na contagem dos votos por correio.

A decisão veio após mais de 20 estados anunciarem que processariam o Serviço Postal para forçar a interrupção das mudanças. Parlamentares democratas e procuradores estaduais alegam que o sistema de correios precisaria ter o funcionamento mantido para os eleitores que preferem não votar presencialmente com o avanço da Covid-19 nos EUA, país mais atingido pelo novo coronavírus em números absolutos.

"Para evitar qualquer impressão de impacto nos correios relacionados com as eleições, suspendo essas iniciativas até depois que elas sejam concluídas", disse o diretor-geral do Serviço Postal, Louis DeJoy.

O serviço postal está no centro de uma tempestade política recente, depois que o presidente Donald Trump disse se opor a mais financiamento para a agência, que deve lidar com um grande número de cédulas na eleição de novembro.

Aliado do presidente, DeJoy assumiu como diretor-geral em junho e liderou a remoção das caixas de coleta e equipamentos de processamento, além de cortar horas extras o que, segundo um líder sindical disse à AFP, desacelerou os prazos de entrega em todo o país..

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Com isso, a agência reguladora interna do Serviço Postal investiga cortes de gastos que atrasam entregas, a pedido da senadora democrata Elizabeth Warren. O inspetor-geral do órgão também vai examinar possíveis conflitos de interesse envolvendo DeJoy, que doou US$ 2,7 milhões para Trump e seus colegas republicanos.

Isso aumentou as críticas da oposição ao presidente e ao chefe dos correios, dizendo que Trump tenta usar o Serviço Postal para interferir no resultado eleitoral. Manifestantes foram as ruas em Washington, em frente à sede da agência, para pedir a retirada de DeJoy do cargo.

Manifestante em protesto no sábado (15) pede saída de chefe do Serviço Postal dos EUA, Louis DeJoy, após crise sobre votos por correios — Foto: Cheriss May/Reuters

Voto pelo correio

As autoridades eleitorais estão correndo para se preparar para uma avalanche de votos pelo correio, já que os norte-americanos estão evitando aglomerações devido à pandemia de coronavírus, que levou muitos Estados a facilitarem esta modalidade de votação.

O presidente Donald Trump, que aparece atrás do rival democrata Joe Biden em pesquisas de opinião, rejeita uma votação postal em larga escala, dizendo sem provas que ela pode levar a uma fraude. Biden e outros democratas acusam Trump de tentar desestimular o voto pelo correio por acreditar que isso aumentaria suas chances de se reeleger.

Especialistas eleitorais dizem que a votação postal é tão segura quanto qualquer outro método. Saiba mais no VÍDEO abaixo.

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