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Argentinos saem às ruas com bandeiras e máscaras em manifestação contra o governo

Manifestantes pedem julgamento da vice-presidente Cristina Kirchner e protestam contra extensão das medidas de quarentena na Argentina decretadas pelo presidente Alberto Fernández.

 
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Uma multidão de pessoas saiu às ruas nesta segunda-feira (17) para se manifestar contra medidas tomadas pelo governo do presidente Alberto Fernández, que estendeu as restrições por conta da pandemia de coronavírus na Argentina até o dia 30 de agosto.

Em carros com bandeiras argentinas ou a pé com máscaras e com panelas das varandas, os manifestantes protestaram em vários pontos do país por causas diversas:

  • contra a reforma do Judiciário
  • para que sejam julgados os casos de corrupção envolvendo a atual vice-presidente, Cristina Kirchner
  • e pelo relaxamento da quarentena imposta desde março.

Alberto Fernández e Cristina Kirchner depois de assumirem como presidente e vice da Argentina, em 10 de dezembro de 2019 — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

"Sou contra nos manterem cinco meses dentro de casa, parece mais político do que outra coisa. A maioria de nós é consciente da pandemia e do que está acontecendo", disse uma mulher a um canal de televisão local no bairro de Belgrano, na capital argentina.

"Não estou de acordo com este governo e não quero a reforma judicial", disse outra mulher no Obelisco, no centro da cidade de Buenos Aires.

Multidão protesta contra o governo da Argentina em Buenos Aires nesta segunda-feira (17) — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Convocada nas redes sociais com as hashtags #17ASalimosTodos e #17AYoVoy, o chamado "bandeiraço patriótico" foi questionado pelo governo, que advertiu sobre o risco de exposição ao contágio por Covid-19 em um momento de alta de casos e de relaxamento de algumas das restrições de circulação.

A crescente insegurança nos grandes centros populacionais também esteve entre as reclamações dos manifestantes.

Marchas na Argentina

Manifestantes saem em carreata em Buenos Aires nesta segunda-feira (17) contra o governo da Argentina e contra a quarentena estendida no país — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Esta é a terceira marcha contra o governo em plena quarentena e realizada em um feriado nacional, assim como os protestos em 20 de junho e 9 de julho. Nesta segunda-feira é celebrado o aniversário da morte do general José de San Martín.

A Argentina, que decretou quarentena em março, registrava até esta segunda-feira pela manhã um total de 294.569 casos de coronavírus, com 5.750 mortos.

Enquanto não há vacina, tratamento comprovadamente eficaz, e com números altos da pandemia no mundo, médicos ainda recomendam o distanciamento e isolamento social como melhor medida de prevenção ao contágio, além do uso de máscaras nas ruas.

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