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Crianças e adolescentes já somam quase 10% dos infectados pelo coronavírus no Pará

Dados da Sespa apontam que são cerca de 16 mil crianças e adolescentes contaminados. Especialistas alertam para cuidados que os pais precisam manter.

 
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No Pará, quase 10% dos infectados pelo novo coronavírus são crianças e adolescentes. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde Pública (Sespa), são 16.689 casos positivos, 9,2% do total de 180.090 confirmados, até esta terça (18).

Entre os contaminados, há casos graves que acabaram levando à morte. Por isso, especialistas ressaltam a importância de redobrar cuidados com as crianças e adolescentes, e principalmente manter a prevenção à Covid-19.

A família da psicóloga Joyce Cardoso passou a adotar medidas rígidas de isolamento social, desde o aparecimento dos primeiros casos no estado, em meados de março. O filho dela, João de 2 anos e 3 meses, já está cinco meses sem sair de casa, somente para consultas médicas. Segundo a psicológica, até visitas não estão permitidas na casa.

"Desde o início, o meu receio maior é por não ter termos informações de como reage nas crianças. Por isso, a gente teve o receio, sem saber como iria se manifestar nele", conta.

O número de casos entre crianças e adolescente continua crescendo, de acordo com os dados da Sespa, apontando que:

  • na faixa etária de 0 a 9 anos, são 6.115 casos; sendo 3.091 meninas e 3.024 meninos.
  • na faixa etária de 10 a 19, são 10.574 casos; sendo 6.032 meninas e 4.542 meninos.

Em relação às mortes, o monitoramento da Sespa contabiliza 64 mortes:

  • de 0 a 9 anos, são 38 mortes, sendo 20 meninas e 18 meninos;
  • já entre 10 a 19 anos, são 26 óbitos, quinze meninas e onze meninos.

A taxa de ocupação de leitos clínicos pediátricos está em 82,14% e 60% nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para pediatria.

Cuidados e prevenção

Os quatro filhos da pedagoga Ana Paula Ribeiro tiveram Covid-19. Dois exigiram muitos cuidados. O de 8 anos de idade ficou com 20% do pulmão comprometido e o de 4 meses, com 80% do pulmão comprometido. Ela alerta que o coronavírus em crianças "não é brincadeira, criança também passa mal".

"Não é um processo rápido como a gente gostaria que fosse, em que de uma hora para outra a criança melhorasse. É um processo lento, mas o menor por ter uma baixa imunidade pela idade ele está tendo um processo bem mais lento que os outros para se recuperar", conta.

Os pais devem estar atentos aos cuidados, após alerta do Ministério da Saúde (MS) sobre crianças e adolescentes com o novo coronavírus poderem contrair uma doença rara e grave: a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

Segundo o MS, já foram detectados 71 casos no Brasil e 18 no Pará, sendo duas mortes no estado.

Criança usando máscara de proteção ao novo coronavírus. — Foto: Menino Buchudo/Marcos Aragão

A infectologista Irna Carneiro explica que a doença é um comprometimento inflamatório que pode acometer ao menos órgãos ou sistemas nos pacientes.

"A criança pode apresentar manifestações de comprometimento do sistema cardiovascular, como disfunção do músculo cardíaco, quadros de hipotensão ou mesmo choque de origem cardiogênica; manifestação renal; problemas respiratórios, incluindo a pneumonia grave; além de alterações no sistema nervoso central, chegando até a crises compulsivas".

De acordo com a pneumologista pediátrica Lilian Pereira, ainda não há como relaxar nas medidas de prevenção.

"Não podemos esquecer que estamos em momento de pandemia. Por isso, não devemos relaxar com as medidas de distanciamento, de lavagem de mãos, uso de máscara, não aglomeração, etc. São importantíssimas, desde o momento em que chegamos em casa, a forma como entrar, tudo isso deve ser mantido. A pandemia não passou".

 

 

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