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Kamala Harris é oficializada como candidata democrata a vice-presidente dos EUA

Não há vacina para o racismo , disse a senadora. Ela aceitou a nomeação após fala contundente do ex-presidente Barack Obama e de outros opositores de Trump.

 
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A Convenção Nacional do Partido Democrata oficializou nesta quarta-feira (19) o nome de Kamala Harris como candidata a vice-presidente dos Estados Unidos, um dia depois da nomeação oficial de Joe Biden para desafiar o presidente Donald Trump na corrida à Casa Branca.

Após mais uma série de pronunciamentos e vídeos pré-gravados por causa da pandemia do novo coronavírus, Harris aceitou oficialmente a nomeação como candidata a vice-presidente em um discurso em que homenageou a mãe, Shymala, de origem indiana. Como primeira mulher negra a se candidatar ao cargo, ela protestou contra o racismo nos EUA.

"Não há vacina para o racismo. Temos trabalho a fazer, nenhum de nós é livre até que todos sejamos livres", disse Harris.

Kamala Harris, candidata a vice-presidente dos EUA, discursa na convenção democrata

Kamala Harris, candidata a vice-presidente dos EUA, discursa na convenção democrata

A candidata a vice disse que as eleições são a "oportunidade para mudar o curso da história". "Daqui a alguns anos, quando este momento passar, nossos filhos e netos vão nos olhar dentro dos nossos olhos e nos perguntar: 'Onde vocês estavam quando tanta coisa estava em jogo?'", afirmou.

"E nós contaremos a eles não só o que sentimos, vamos contar a eles o que nós fizemos", completou.

Senadora Kamala Harris discursa no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

Antes, ainda na abertura do evento desta quarta, Harris convocou os americanos a votarem. Diferentemente do Brasil, o voto nos EUA não é obrigatório.

"Por que há tanto esforço para silenciar nossas vozes? A resposta é porque, quando votamos, as coisas mudam. Quando votamos, as coisas melhoram", disse Harris.

Harris recebeu o convite de Biden para a candidatura na semana passada, e confirmou o desejo do democrata em escolher uma mulher negra como parceira de chapa.

Obama chama Biden de 'irmão' e critica Trump

Ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursa no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

O ex-presidente Barack Obama, de quem Joe Biden foi vice entre 2009 e 2016, também discursou a partir do Museu da Revolução Americana, na Filadélfia. Obama criticou Trump, cujo governo comparou com um reality show, e disse que a "democracia está em jogo" nestes "tempos difíceis".

"Eu nunca esperei que meu sucessor abraçasse minha visão, ou seguisse com minhas políticas. Mas eu esperava que Donald Trump demonstrasse algum interesse em levar o trabalho a sério", disse.

Demétrio: ‘Obama apresentou Trump como nocivo aos princípios e valores dos EUA’

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Obama também elogiou Biden pelo tempo que ocupou o cargo de vice. "Ele fez de mim um presidente melhor, e ele tem o caráter e a experiência para fazer de nós um país melhor", afirmou.

"Eu não sabia que eu acabaria encontrando um irmão", disse Obama sobre Biden.

Hillary, Pelosi e Warren pedem votos

Ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, fala no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

Também discursou a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, derrotada nas eleições presidenciais de 2016 — um resultado inesperado para o Partido Democrata, que era considerado com mais chances de vencer o pleito naquele ano.

No discurso, Clinton pediu que os eleitores votassem em Biden e relembrou a derrota em 2016: "Por quatro anos as pessoas me disseram: 'Eu não sabia que ele era tão perigoso', 'eu queria poder voltar atrás e fazer diferente'. Ou pior, 'eu deveria ter ido votar'", disse.

"Eu queria que Donald Trump soubesse ser presidente, porque os EUA precisam de um presidente agora", afirmou Clinton.

Nancy Pelosi, líder democrata no Congresso dos EUA, fala no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

Nancy Pelosi, presidente da Câmara e líder democrata no Congresso, fez críticas aos republicanos mais próximos a Trump no Capitólio, principalmente o senador Mitch McConnell, líder do governo, por travar pautas consideradas progressistas e pela condução do país durante a pandemia. A parlamentar ainda criticou o que chamou de "desrespeito" do presidente pelas mulheres.

"Mas sabemos do que ele não sabe: quando as mulheres têm sucesso, os EUA têm sucesso", emendou.

Governadora do estado de Novo México, Michelle Lujan Grisham, fala no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

A governadora do Novo México, Michelle Lujan Grisham, uma das personalidades latinas mais importantes dos EUA, abriu uma série de discursos de ativistas e produtores rurais sobre a questão das mudanças climáticas — o Partido Democrata pretende retomar uma série de compromissos e metas contra o aquecimento global, após Trump retirar os EUA do Acordo de Paris.

"Sabemos que o tempo está se esgotando para salvar nosso planeta. Em novembro deste ano, temos a chance de encerrar duas crises existentes: a presidência de Trump e destruição do meio ambiente, que ele representa", disse Lujan.

Senadora Elizabeth Warren fala no terceiro dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo nesta quarta-feira (19) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

Outra mulher a discursar foi a senadora Elizabeth Warren, que chegou a concorrer com Biden nas primárias do partido até desistir quando o atual candidato abriu larga margem à frente. A democrata também teceu críticas a Trump e pediu atenção às crises econômica e sanitária causadas pela pandemia.

"A Covid-19 foi o maior teste para Trump, e ele foi miseravelmente reprovado", disse Warren.

Críticas a Trump

Joe Biden, acompanhado da esposa Jill Biden, comemora a indicação como candidato a presidência no segundo dia da Convenção Nacional Democrata, nos EUA, nesta terça (18) — Foto: Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters

Na noite de abertura, em que se destacaram os discursos da ex-primeira-dama Michelle Obama e do senador Bernie Sanders, alertando para o “caos” e a “ameaça à democracia” que representariam a reeleição de Trump.

Já na segunda noite, o ex-presidente Bill Clinton disse em vídeo que "existe apenas caos" no Salão Oval, e que o atual mandatário norte-americano não assume suas responsabilidades. Clinton citou também a alta taxa de desemprego no país que triplicou em apenas seis meses.

A convenção democrata prossegue até a quinta-feira (20), data em que Joe Biden irá aceitar oficialmente a nomeação do partido como candidato à presidência nas eleições novembro. O Partido Republicano fará sua convenção, também virtual, na próxima semana, quando vai indicar Trump para um segundo mandato.

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