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Médico diz que '''nenhum veneno''' foi encontrado no corpo do opositor russo Navalny

Apoiadores do principal opositor de Vladimir Putin acreditam que ele tenha sido envenenado. Navalny passou mal durante voo da Sibéria para Moscou.

 
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"Nenhum veneno" foi descoberto no corpo do principal opositor russo, Alexei Navalny, disse nesta sexta-feira (21) um dos médicos responsáveis pelo hospital onde ele está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na Sibéria. Seu estado de saúde é considerado "instável".

"Até o momento, nenhum veneno foi identificado no sangue e na urina, não há vestígios dessa presença. Não acreditamos que ele tenha sofrido um envenenamento", declarou Anatoly Kalinichenko, vice-diretor do hospital de emergência Nº1 na cidade de Omsk.

Alexei Navalny, um dos maiores críticos de Vladimir Putin, viajava de avião de Tomsk para Moscou quando passou mal. A aeronave teve que fazer um pouso de emergência em Omsk. Sua assessora de imprensa, Kira Yarmysh, afirmou que ele tinha sido envenenado intencionalmente.

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Kalinichenko afirmou ainda que não poderia divulgar o diagnóstico de Navalny, por questões legais, mas que a família havia sido notificada.

Uma ambulância aérea vinda da Alemanha, que foi fretada por uma ONG, chegou nesta sexta para buscar o ativista. Porém, na avaliação do médico, o estado de saúde “instável” do ativista não permite sua transferência.

O opositor, de 44 anos, foi internado, em coma natural, internado em uma UTI e conectado a um respirador artificial. Seus aliados afirmam acreditar que ele foi vítima de "envenenamento intencional", com alguma substância misturada ao chá que ele tomou no aeroporto antes de embarcar.

O governo russo afirmou que os médicos estão fazendo tudo o que podem para ajudar Navalny e desejaram uma recuperação rápida, da mesma forma como desejariam a qualquer cidadão russo.

Quem é Alexei Navalny?

Imagem de arquivo mostra Alexei Navalny deixando prisão após ter convocado os russos a participar de protesto não autorizado — Foto: Vasily MAXIMOV / AFP

O líder opositor Alexei Navalny, de 44 anos, é advogado e criador do Fundo de Luta contra a Corrupção. Ele ficou conhecido na Rússia por suas críticas abertas ao presidente russo Vladimir Putin e por sua atuação via internet.

Filho de um oficial do exército, Navalny nasceu em 4 de junho de 1976 e passou a maior parte do tempo em Obninsk, cerca de 100 km de Moscou. Ele se formou em Direito e passou um período nos Estados Unidos com uma bolsa na Universidade de Yale.

Ele iniciou sua carreira política no tradicional partido liberal Jabloko, mas acabou sendo excluído por conta de suas posições nacionalistas.

Ele ganhou popularidade por produzir investigações detalhadas sobre a corrupção na elite russa que são publicadas em seu canal no YouTube, com mais de 1,6 milhão de assinantes. Ele rotulou a Rússia Unida de Putin como "o partido dos vigaristas e ladrões". Na televisão russa, ele é apresentado como uma marionete do Ocidente.

Ele já cumpriu várias penas de prisão por conta de sua atividade política. Em 2011, ele foi um dos primeiros a serem detidos e passou 15 dias encarcerado após protestos contra uma suposta fraude eleitoral do partido Rússia Unida, de Putin, nas eleições parlamentares.

Em julho de 2013, Navalny foi brevemente preso sob a acusação de peculato, mas denunciou a sentença como política. Nesse mesmo ano, ele concorreu ao governo de Moscou e ficou em segundo lugar, com cerca de 27% dos votos.

Em 2017, Navalny também sofreu uma grave queimadura química no olho direito após alguns homens jogaram em seu rosto um líquido verde usado como desinfetante para ferimentos.

Alexei Navalny fez uma selfie com apoiadores após agressor atingir seu rosto com um produto verde em 2017 — Foto: Alexei Navalny via AP

Ele tentou concorrer à corrida presidencial de 2018, mas foi impedido por causa de condenações anteriores por fraude em um caso que ele novamente disse ter motivação política.

Em 2019, ele liderou manifestações não autorizadas para exigir eleições livres em Moscou que terminaram com milhares de pessoas detidas. Ele adoeceu na prisão. Na época, o seu próprio médico sugeriu que ele pode ter sido exposto a "algum agente tóxico", mas os médicos diagnosticaram com "dermatite de contato". Ele afirmou que nunca teve nenhuma reação alérgica aguda.

No ano passado, sua Fundação Anticorrupção foi oficialmente declarada um "agente estrangeiro", permitindo que as autoridades ampliassem sua capacidade de controle.

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