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Líder de protestos em Belarus diz que foi ameaçada de expulsão do país '''viva ou em pedaços'''

Maria Kolesnikova afirmou que agentes puseram um saco em sua cabeça dela quando tentavam deportá-la à força para a Ucrânia.

 
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A líder de oposição de Belarus Maria Kolesnikova disse que agentes de segurança colocaram um saco sobre sua cabeça e ameaçaram matá-la quando tentaram deportá-la à força para a Ucrânia nesta semana, de acordo com uma queixa apresentada por seu advogado na quinta-feira (10).

Kolesnikova, uma das líderes mais proeminentes dos protestos de um mês contra a reeleição contestada do presidente Alexander Lukashenko, impediu a tentativa de expulsá-la rasgando seu passaporte.

Ela emergiu como uma heroína para o movimento de protestos que tenta derrubar o governo de 26 anos de Lukashenko, e um alvo importante para as autoridades que a detiveram sob acusações de tentativa ilegal de tomar o poder na ex-república soviética.

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Ela disse em seu depoimento que temeu genuinamente por sua vida durante a tentativa fracassada de deportação.

"Em particular, foi declarado que se eu não deixasse voluntariamente a República de Belarus, seria retirada de qualquer maneira, viva ou em pedaços. Também houve ameaças de me prender por até 25 anos", disse Kolesnikova.

Disseram-lhe que haveria "problemas" para ela enquanto fosse mantida sob guarda ou na prisão, segundo ela.

“As pessoas indicadas (agentes de segurança) proferiram ameaças à minha vida e saúde que considerei reais”, disse.

Imagem de arquivo mostra Maria Kolesnikova, opositora ao regime de Alexander Lukashenko, em entrevista coletiva em Minsk, Belarus, em 24 de agosto de 2020 — Foto: Vasily Fedosenko / Reuters

Sua advogada, Lyudmila Kazak, apresentou uma queixa criminal contra as autoridades bielorrussas, incluindo a polícia de segurança KGB, por sequestro, detenção ilegal e ameaças de assassinato, disse o portal de notícias Tut.By.

A denúncia foi encaminhada ao Comitê de Investigação estatal. Questionado sobre o assunto, um representante do comitê, Sergei Kabakovich, disse: "No momento, não tenho informações sobre isso."

Maria Kolesnikova está detida agora na capital Minsk, onde Kazak disse que estava sendo questionada na quinta-feira. Kazak atendeu sua cliente em um centro de detenção pré-julgamento na quarta-feira, e disse que ela tinha hematomas no corpo.

Lukashenko nega ter fraudado a eleição de 9 de agosto, cujos resultados oficiais indicam que ele venceu por uma vitória esmagadora, e tem reprimido duramente os manifestantes que exigem sua renúncia. Ele se recusa a conversar com a oposição, dizendo que ela está empenhada em destruir o país.

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