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Governo do Afeganistão e Talibã começam negociações de paz em Doha

Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acompanha as discussões que se anunciam difíceis por causa das profundas divergências entre os dois lados.

 
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O governo do Afeganistão e o Talibã iniciaram neste sábado (12) negociações de paz em Doha, no Catar. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acompanha as discussões que se anunciam difíceis por causa das profundas divergências entre os dois lados.

O diálogo começam um dia depois do 19º aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, que provocaram a intervenção internacional no Afeganistão liderada pelos Estados Unidos.

O negociador do governo afegão, Abdullah Abdullah, pediu um "cessar-fogo humanitário", no início da cerimônia, que acontece em um grande hotel da capital do Catar.

"Temos que acabar com a violência e conseguir um cessar fogo o mais rápido possível", disse Abdullah, um ex-ministro que preside o Conselho para a Reconciliação Nacional.

Impasse

O hotel de luxo onde estão reunidos os representantes do governo afegão e do grupo armado é o mesmo onde Washington assinou um acordo histórico com os talibãs em fevereiro, abrindo espaço para as atuais negociações. O acordo previa uma retirada das tropas americanas e a organização do diálogo interafegão.

Os EUA e o Talibã estão em guerra, dentro do território afegão, desde 2001. O então presidente americano, George W. Bush, ordenou a invasão do país em resposta aos ataques de 11 de setembro. A decisão foi tomada após o Talibã se recusar a entregar Osama bin Laden, idealizador do atentado às Torres Gêmeas. Bin Laden só foi morto em 2011 em uma operação americana no Paquistão.

Programada para ter início em março, o início das negociações de paz foi adiada por divergências sobre a troca de cerca de 5 mil detentos talibãs contra cerca de mil membros das forças afegãs.

O presidente americano, Donald Trump, que disputará a reeleição em novembro, está determinado a acabar com a guerra mais longa da história dos Estados Unidos. No entanto, uma solução rápida parece improvável e no momento não é possível projetar quanto tempo irá durar essas negociações.

Impasses

Os talibãs querem instaurar um sistema no qual a lei seja consistente com um islã rigoroso e não reconheça o governo de Cabul, que chamam de "fantoche" de Washington.

"Quero que todos levem o islã em consideração nas negociações e que o islã não seja sacrificado por interesses pessoais", reiterou neste sábado Abdul Ghani Baradar, líder político dos insurgentes afegãos.

O governo do presidente Ashraf Ghani insiste em manter a jovem república e sua Constituição, que inclui muitos direitos, em particular para as minorias religiosas e as mulheres, as grandes perdedoras de um eventual retorno das práticas que vigoravam na época do governo talibã.

Muitos afegãos temem o retorno ao poder, parcial ou total, dos talibãs, que abrigaram a rede terrorista Al-Qaeda. A Human Rights Watch (HRW) pediu aos participantes que se comprometam a respeitar os direitos fundamentais dos afegãos.

Guerra

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 100 mil civis foram mortos ou feridos no conflito apenas na última década. Cerca de 2,4 mil soldados americanos morreram em confrontos. Os EUA gastaram cerca de US$ 1 trilhão (R$ 4,5 trilhões) em despesas militares no Afeganistão.

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