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Maduro diz que '''espião dos EUA''' foi detido perto de refinaria venezuelana

Presidente do governo chavista diz que havia plano para provocar a explosão de uma das refinarias do país, que sofre com a falta de combustíveis.

 
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira (11) que um "espião dos Estados Unidos" foi capturado perto de um complexo de refino de petróleo no noroeste do país, que atravessa uma grave crise de escassez de combustível.

Maduro afirmou que as autoridades venezuelanas desmantelaram um plano para "provocar uma explosão na refinaria El Palito", e pediu o reforço das medidas de segurança. A refinaria, com capacidade de 140 mil barris por dia (bpd), está localizada no litoral nordeste, no Estado de Carabobo.

"Capturamos ontem no Estado de Falcón um espião norte-americano, que estava espionando as refinarias de Amuay e Cardón", disse Maduro em um ato transmitido pela televisão oficial.

Maduro disse que se tratava de um fuzileiro naval que serviu em bases da CIA no Iraque. Segundo o chavista, o americano foi capturado com armas especializadas e com grandes somas de dólares e outros elementos, que foram passados diretamente ao Ministério Público. O presidente não deu detalhes sobre o local onde o suposto militar está preso.

  • SAIBA MAIS: EUA apreendem combustível iraniano enviado à Venezuela

A Venezuela passa por uma segunda onda de escassez de combustível. Um racionamento severo visto em 2019 foi temporariamente aliviado entre maio e junho por cargas enviadas do Irã, um aliado do governo de Maduro.

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