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Unidade para diagnóstico e tratamento de malária é implantada na aldeia Tawanã, em Oriximiná

Implantação tem objetivo de agilizar tratamento à população indígena. Outras seis aldeias devem receber unidades ainda no mês de outubro.

 
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Com o objetivo de dar agilidade no diagnóstico e tratamento de malária, foi implantada a primeira unidade específica à população indígena na Unidade Básica de Saúde da aldeia Tawanã, em Oriximiná, no oeste do Pará.

Para a implantação da UDT foi fundamental a Capacitação no Diagnóstico Microscópico em Malária e Hemoparasitas, realizada de 3 de setembro a 06 de outubro, na Casa de Saúde Indígena Polo Base de Oriximiná.

O curso foi organizado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins (DSEI Guatoc) em conjunto com a Coordenação Estadual de Malária, 9º Centro Regional de Saúde (CRS) e Laboratório Central do Estado (Lacen-PA).

Participaram do curso 17 profissionais, sendo dez indígenas, seis quilombolas (Oriximiná) e um profissional de Alenquer. “Os profissionais indígenas que participaram das atividades saíram prontos para desenvolver as atividades em suas respectivas aldeias”, disse a técnica em Laboratório do Lacen, Kerzia Nascimento.

Entre os profissionais capacitados está a agente de saúde indígena, e agora microscopista, Rosiete Wai Wai, que no seu primeiro dia de trabalho na UDT de Aldeia Tawanã identificou três casos positivos de malária, tendo como agente causador o Plasmodium vivax, um dos principais responsáveis por casos de malária na região amazônica.

Entre os profissionais capacitados está a agente de saúde indígena, e agora microscopista, Rosiete Wai Wai — Foto: Agência Pará/Divulgação

“Meu sonho sempre foi trabalhar em saúde. E agora, que tenho mais essa formação de microscopista, estou muito feliz, porque foi uma conquista importante para a minha vida e para a minha aldeia”, disse a indígena Wai Wai.

O DSEI Guatoc adquiriu dez microscópios, e até o final de outubro as aldeias Do Chapéu, Ayarama, Mapuera, Inajá, Kaspakuru e Noomam Tamyuru também estarão com suas respectivas UDTs implantadas.

Malária em números

De acordo com o Departamento de Controle de Endemias, de 1º de janeiro a 31 de julho o Pará registrou uma queda de 46% nos casos de malária, em relação ao mesmo período de 2019. Foram 10.327 casos confirmados em 2020, contra 19.068 registrados no ano passado.

Os municípios com mais casos registrados são Anajás (2.142), Itaituba (1.785), Jacareacanga (1.293), Oeiras do Pará (854), Bagre (850), Alenquer (804), Cametá (456), Altamira (452) e Breves (388).

 

 

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