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Em Mianmar, partido de Aung San Suu Kyi vence eleições criticadas pela falta de participação de minoria étnica

Mais de 1,5 milhão de pessoas não puderam votar nas regiões onde há minorias étnicas. Praticamente todos os muçulmanos rohingyas não votaram, porque eles se encontram em campos de refugiados em Bangladesh ou porque perderam a nacionalidade birmanesa.

 
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O partido de Aung San Suu Kyi, uma vencedora do prêmio Nobel da Paz que foi acusada de ser cúmplice de uma limpeza étnica, conquistou a maioria absoluta do Parlamento nas eleições de Mianmar, de acordo com os resultados oficiais divulgados nesta sexta-feira (13).

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O pleito foi criticado por grupos de defesa dos direitos humanos.

Veja abaixo uma reportagem do começo de 2020 sobre a perseguição aos rohingyas, uma minoria étnica do país que é majoritariamente muçulmana.

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Observadores afirmaram que as eleições aconteceram sem contratempos, apesar das previsões de baixa participação devido à recente nova onda de casos de coronavírus.

Mas eles condenaram a falta de transparência da Comissão Eleitoral e o cancelamento da votação em diversas áreas de minorias étnicas --mais de 1,5 milhão de pessoas não puderam votar nessas regiões.

Praticamente todos os muçulmanos rohingyas não votaram, porque eles se encontram em campos de refugiados em Bangladesh ou porque perderam a nacionalidade birmanesa.

A imagem de Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz de 1991, que continua muito popular em Mianmar, foi muito afetada no cenário internacional pela crise dos rohingyas. O país é acusado de genocídio.

O resultado da votação

A Liga Nacional para a Democracia (NLD), a sigla de Suu Kyi, já havia declarado vitória com base em sua própria apuração. Ela obteve 346 cadeiras, mais da metade do Parlamento, inclusive quando se considera as 25% de vagas reservadas aos militares, de acordo com os números da Comissão Eleitoral. O partido melhorou os resultados de 2015.

"As pessoas perceberam a necessidade de que a NLD obtenha os votos para formar um governo próprio", afirmou o porta-voz do partido, Myo Nyunt, à AFP, antes de acrescentar que isto ajudará a "minimizar os conflitos políticos".

O Partido da Solidariedade e Desenvolvimento da União (PSDU), alinhado com os militares, obteve 25 cadeiras.

O PSDU alega que a eleição não foi livre nem justa e pediu a renúncia dos integrantes da Comissão Eleitoral da União (UEC). O partido deseja a convocação de novas eleições.

O analista Khin Zaw Win prevê que os próximos meses serão difíceis. Ele criticou os integrantes da UEC, que chamou de "anuentes e incompetentes".

De acordo com a Constituição, o governo designa todos os membros da Comissão Eleitoral.

Embora alguns votos sejam contestados, "a vitória da NLD é tão esmagadora que não mudaria os resultados", resume Richard Horsey, do Grupo de Crise Internacional.

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