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Chefe da Polícia chilena renuncia após policiais balearem dois menores

Policiais entraram em um abrigo para menores e deram disparos contra dois meninos. O presidente Sebastián Piñera aceitou a renúncia do chefe da polícia, Mario Rozas.

 
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O chefe da polícia do Chile, Mario Rozas, renunciou nesta quinta-feira (19) depois que dois menores de idade foram baleados em uma operação policial.

Rozas já enfrentava a uma série de denúncias por abusos de agentes pelo país, e houve um repúdio generalizado ao caso dos meninos baleados.

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"O general diretor dos Carabineros (policiais), Mario Rozas, apresentou sua renúncia ao cargo, e me deu suas razões e seus argumentos; eu compartilho as razões e argumentos e, consequentemente, aceitei sua renúncia", disse o presidente Sebastián Piñera, em um discurso no palácio do governo.

Foi uma mudança brusca: há uma semana, Piñera havia dito que Rozas estava garantido no cargo.

A saída de Rozas era exigida pela oposição há meses. Ele era tido como responsável por violações de direitos humanos em meio à repressão aos recentes protestos sociais.

O incidente que causou sua aconteceu na quarta-feira, em um abrigo do Serviço Nacional de Menores da cidade de Talcahuano.

Neste local, agentes policiais balearam na perna dois menores, de 17 e 14 anos, após serem chamados para controlar um menino que estava "desequilibrado".

Os policiais dizem que abriram fogo após serem atacados com pedras e paus.

Os chilenos repudiaram a ação depois de verem imagens dos dois meninos no chão, chorando e feridos.

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