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Líder republicano critica tentativa de Trump de reverter derrota nas eleições; Pence diz que não tem poder de mudar resultado

Mike Pence e Mitch McConnell, dois aliados de Donald Trump ao longo do governo, rejeitaram demonstrar apoio às tentativas do presidente em reverter a derrota. O líder do Senado ainda criticou o correligionário: A eleição sequer foi apertada , disse.

 
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Dois aliados do presidente Donald Trump, o vice-presidente Mike Pence e o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, rejeitaram nesta quarta-feira (6) mudar o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos vencidas pelo democrata Joe Biden.

Os dois participam nesta tarde da sessão conjunta no Congresso para a contagem dos votos do Colégio Eleitoral. Biden venceu com 306 votos, contra 232 de Trump. Parlamentares podem contestar o resultado dos estados e levar a rejeição dos votos aos plenários — algo bastante improvável de ocorrer porque os democratas são majoritários na Câmara e porque a tentativa de reversão do resultado encontrou resistência até entre senadores e deputados republicanos.

Mitch McConnell, líder republicano no Senado, chega para contagem dos votos da eleição presidencial no Congresso dos EUA nesta quarta-feira (6) — Foto: J. Scott Applewhite/Pool via Reuters

Após políticos trumpistas apresentarem uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden em novembro —, o senador McConnell fez duro discurso aos colegas de partido.

"Nós [parlamentares] não podemos simplesmente nos declarar um júri eleitoral com esteroides. Os eleitores, os tribunais e os estados todos falaram. Todos falaram. Se passarmos por cima, vamos danificar nossa República para sempre", afirmou McConnell, que foi um dos principais escudeiros do governo Trump no Congresso.

"A eleição não foi nem apertada, na verdade", completou o líder republicano. Pelo Colégio Eleitoral, Biden venceu Trump por 306 votos a 232.

O discurso de McConnell foi feito durante sessão no Senado iniciada após parlamentares republicanos nas duas casas do Congresso apresentarem objeções contra o resultado do Arizona, tradicional reduto republicano vencido por Joe Biden nas eleições de novembro. Os dois plenários votarão se rejeitam os votos do estado — o que não ocorrerá, porque os democratas são maioria na Câmara e os republicanos trumpistas não conseguirão mais votos no Senado.

Trump insiste na tese de que as eleições presidenciais foram fraudadas e que eleitores em situação irregular votaram. Entretanto, nenhuma prova foi apresentada, e o presidente perdeu todas as tentativas de reverter na Justiça o resultado eleitoral.

Sob pressão, Pence diz que não tem poder para mudar resultado

Mike Pence, vice-presidente dos EUA, participa de sessão no Congresso nesta quarta (6) para contagem dos votos das eleições presidenciais — Foto: Erin Schaff/The New York Times via AP, Pool

Em discurso a uma multidão de apoiadores em Washington nesta quarta, Trump voltou a pressionar o vice-presidente para que rejeite votos do Colégio Eleitoral em estados-chave. Mike Pence, pelo cargo, preside a sessão conjunta de contagem das cédulas enviadas até dezembro pelos 538 delegados.

Porém, em comunicado, Pence afirmou que não tem poder para fazer isso e admitiu que tem papel apenas "cerimonial" na sessão.

"Meu juramento em defender e apoiar a Constituição me impede de proclamar uma autoridade unilateral para determinar quais votos devem ser contados e quais não devem ser", admitiu Pence.

Entretanto, num aceno à base trumpista, o vice-presidente disse que houve "significantes alegações de irregularidades" e que elas seriam analisadas pelos congressistas. Pence afirmou que acataria a decisão dos parlamentares em votar as objeções, dentro do papel que ele mesmo chamou de "cerimonial".

Após a declaração, Trump criticou o vice-presidente. "Mike Pence não teve coragem de fazer o que era necessário para proteger nosso país e nossa constituição, dando aos estados uma chance de certificar um conjunto corrigido dos fatos, não os fraudulentos e imprecisos que foram certificados anteriormente", escreveu.

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