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Veja a repercussão da invasão do Congresso dos EUA

Cenas rodaram o mundo e geraram manifestações de chefes de estado e autoridades.

 

Apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiram nesta quarta-feira (6) o Capitólio, sede do Congresso americano, em Washington.

Na sessão, era realizada a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral das eleições presidenciais de novembro, que deram vitória ao candidato democrata Joe Biden.

  • Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA; há relatos de tiros
  • FOTOS: Apoiadores de Trump invadem Congresso dos EUA

Mais cedo, Trump discursou a apoiadores e pressionou para que o resultado da eleição fosse revisado. O presidente insiste na tese de que as eleições presidenciais foram fraudadas e que eleitores em situação irregular votaram.

Após a manifestação sair do controle, Trump pediu que manifestantes recuassem. Veja abaixo o que ele disse e a manifestação de outras autoridades.

Joe Biden, presidente eleito dos EUA

"A esta hora, nossa democracia está sob um ataque sem precedentes. Diferente de tudo que vimos nos tempos modernos. Um ataque à cidadela da liberdade, o próprio Capitólio. Um ataque aos representantes do povo e à polícia do Capitólio, que jurou protegê-los. E os funcionários públicos que trabalham no coração de nossa República."

Donald Trump, presidente dos EUA

"Por favor, apoie a nossa Polícia e Polícia do Capitólio. Eles estão verdadeiramente do lado do nosso país. Fique em paz!"

"Peço a todos no Capitólio dos EUA que permaneçam em paz. Sem violencia! Lembre-se, NÓS somos o Partido da Lei e da Ordem - respeite a Lei e nossos grandes homens e mulheres em Azul. Obrigado!"

Kamala Harris, vice-presidente eleita dos EUA

"Apoio o presidente eleito, Joe Biden, no pedido pelo fim do ataque ao Capitólio e aos servidores públicos de nossa nação e, como ele falou, 'permitir que o trabalho da democracia prossiga'."

Mike Pence, vice-presidente dos EUA

"A violência e a destruição que estão ocorrendo no Capitólio dos EUA devem parar, e devem parar agora. Todos os envolvidos devem respeitar os policiais e deixar o prédio imediatamente. Protestos pacíficos são direito de todo americano, mas este ataque ao nosso Capitólio não será tolerado e os envolvidos serão processados em toda a extensão da lei."

Barack Obama, ex-presidente dos EUA

"A história vai corretamente lembrar da violência de hoje no Capitólio, incitada por um presidente em exercício que continuou a mentir sem fundamentos sobre o resultado de uma eleição legítima, como um momento de grande desonra e vergonha para nossa nação. Mas estaríamos brincando com nós mesmos se tratássemos como uma completa surpresa. Por dois meses agora, um partido político e seu ecossistema de mídia muito frequentemente se mostrou indisposto a contar para seus seguidores a verdade - que esta não foi uma particularmente apertada eleição e que o presidente eleito Biden vai ser empossado no dia 20 de janeiro. Sua narrativa fantasiosa se distanciou fora de controle cada vez mais longe da realidade, e cresceu sobre anos de ressentimentos plantados. Agora vemos as consequências, que tomaram a forma de um clímax violento."

George W. Bush, ex-presidente dos EUA

"É assim que resultados de eleições são contestadas em repúblicas de bananas - não em uma república democrática. Estou abismado pelo comportamento imprudente de alguns líderes políticos desde a eleição e pela falta de respeito mostrada hoje contra as nossas instituições, nossas tradições, e nossas forças policiais. O ataque violento ao Capitólio - e a interrupção de uma reunião obrigatória constitucionalmente - foi realizada por pessoas cujas paixões foram inflamadas por mentiras e falsas esperanças. Insurreição pode fazer um dano grave à nossa nação e reputação."

Bill Clinton, ex-presidente dos EUA

"Hoje enfrentamos um ataque sem precedentes ao nosso Capitólio, à nossa Constituição e ao nosso país", disse o democrata em um comunicado, acrescentando que o ataque foi alimentado por "quatro anos de política envenenada" e desinformação deliberada. "O pavio foi aceso por Donald Trump e seus associados mais fervorosos, incluindo muitos no Congresso, para anular os resultados de uma eleição que ele perdeu".

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido

Líderes mundiais condenam invasão no congresso americano

Líderes mundiais condenam invasão no congresso americano

"Cenas vergonhosas no Congresso dos EUA. Os Estados Unidos representam a democracia em todo o mundo e agora é vital que haja uma transferência de poder pacífica e ordeira."

Emannuel Macron, presidente da França

Líderes internacionais reagem à invasão ao Capitólio nos EUA

Líderes internacionais reagem à invasão ao Capitólio nos EUA

O presidente francês Emmanuel Macron publicou um vídeo em sua conta no Twitter repudiando as cenas de violência na capital americana. Ele também falou da força do processo democrático nos Estados Unidos.

"Eu só queria expressar nossa amizade e nossa fé nos Estados Unidos. O que aconteceu hoje em Washington não é americano, definitivamente. Acreditamos na força de nossas democracias. Acreditamos na força da democracia americana", disse Macron, falando em inglês.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara, e Chuck Schumer, líder democrata no Senado

"Estamos convocando o presidente Trump para exigir que todos os manifestantes deixem o Capitólio dos EUA e seus terrenos imediatamente."

Kevin McCarthy, líder dos republicanos na Câmara

"O que está acontecendo é inaceitável e anti-americano. Isso tem que parar."

Elizabeth Warren, senadora de Massachusetts e ex-pré-candidata democrata à Presidência dos EUA

"A violência no Capitólio hoje foi uma tentativa de golpe e ato de insurreição incitado por um presidente corrupto para derrubar nossa democracia. Não podemos permitir que ações de terrorismo doméstico minem a transição pacífica de poder no nosso país. Americanos escolheram um novo presidente que quer salvar vidas, salvar nossa economia, e salvar nossa democracia. A certificação dessa eleição deve continuar imediatamente."

Mitt Romney, senador de Utah

"O que aconteceu no Capitólio hoje foi uma insurreição, incitada pelo presidente dos EUA. Aqueles que escolhem continuar a apoiar sua jogada perigosa ao se opor aos resultados de uma eleição legítima e democrática serão para sempre vistos como cúmplices em um ataque sem precedentes à nossa democracia."

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil

"Eu acompanhei tudo aí. Você sabe que eu sou ligado ao Trump. Então você já sabe qual a minha resposta aqui. Agora, muita denúncia de fraude, muita denúncia de fraude. Eu falei isso há um tempo atrás e a imprensa falou 'sem provas, o presidente Bolsonaro falou que teve, foi fraudada as eleições americanas'."

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral no Brasil

"No triste episódio nos EUA, apoiadores do fascismo mostraram sua verdadeira face: antidemocrática e truculenta. Pessoas de bem, independentemente de ideologia, não apóiam a barbárie. Espero que a sociedade e as instituições americanas reajam com vigor a essa ameaça à democracia."

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado e do Congresso Nacional do Brasil

"As imagens vistas de invasão ao Congresso Nacional americano, na tarde dessa quarta-feira (6), em uma tentativa clara de insurreição e de desprezo ao resultado das eleições por parte de um grupo, são inaceitáveis em qualquer democracia e merecem o repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espírito público e responsabilidade. O Senado Federal brasileiro acompanha atentamente o desenrolar desses acontecimentos, enviando aos congressistas e ao povo americano nossa solidariedade e nosso apoio. Defendo, como sempre defendi, que a democracia deve ser respeitada e que a vontade da maioria deve prevalecer."

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados do Brasil

"A invasão do Congresso norte-americano por extremistas representa um ato de desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições. Fica cada vez mais claro que o único caminho é a democracia, com diálogo e respeitando a Constituição."

Organização dos Estados Americanos (OEA)

"A Secretaria-Geral da OEA condena e repudia o ataque às instituições que está sendo realizado hoje nos Estados Unidos por manifestantes que desconhecem os recentes resultados eleitorais. A democracia tem seu pilar fundamental na independência dos Poderes do Estado, que devem atuar totalmente livres de pressões.

O exercício da força e o vandalismo contra as instituições constituem um sério atentado ao funcionamento democrático.

Urge recuperar a racionalidade necessária e encerrar o processo eleitoral de acordo com a Constituição e os procedimentos institucionais correspondentes.

Sebastian Piñera, presidente do Chile

"O Chile condena as ações destinadas a alterar o processo democrático nos EUA e condena a violência e interferência indevida com instituições constitucionais. O Chile confia na solidez da democracia americana para garantir o domínio da lei e do estado de direito."

Jorge Arreaza, ministro de relações exteriores da Venezuela

"A Venezuela expressa sua preocupação pelos atos de violência que estão acontecendo na cidade de Washington, nos EUA; condena a polarização política e deseja que o povo americano possa abrir um novo caminho até a estabilidade e a justiça social."

Pedro Sánchez, presidente da Espanha

"Sigo com preocupação as notícias que chegam do Capitólio em Washington. Confio na força da democracia dos EUA. A nova presidência de Joe Biden vai superar esse tempo de tensão, unindo o povo americano."

António Costa, primeiro-ministro de Portugal

"Acompanho com preocupação os desenvolvimentos em Washington. São imagens inquietantes. O resultado das eleições deve ser respeitado, com uma transição pacífica e ordeira do poder. Confio na solidez das instituições democráticas dos EUA."

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia

"As cenas do Capitólio são totalmente horríveis. Solidariedade com aqueles nos EUA que estão do lado da democracia e da transferência pacífica e constitucional do poder. Que vergonha para aqueles que incitaram este ataque à democracia"

Erna Solberg, primeira-ministra da Noruega

"Cenas inacreditáveis de Washington D.C. Este é um ataque totalmente inaceitável à democracia. Uma grande responsabilidade agora recai sobre o presidente Trump para acabar com isso".

David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu

"Cenas profundamente perturbadores do Capitólio dos EUA esta noite. Os votos democráticos devem ser respeitados. Temos certeza de que os EUA garantirão que as regras da democracia sejam protegidas".

 

 

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