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Ossada humana é encontrada durante reforma de presídio onde morreram 58 detentos em Altamira, no Pará

A ossada foi encaminhada para perícia no Instituto Médico Legal IML para identificação.

 

Uma equipe de funcionários que realizavam a reforma do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRA), no sudoeste do Pará, encontraram nesta quarta-feira (6) uma ossada humana em um dos anexos da unidade prisional. Em 2019, 58 detentos foram mortos no local no episódio que ficou conhecido como como o "Massacre de Altamira".

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a Polícia Civil foi acionada e foi registrado um Boletim de Ocorrência sobre o fato. A ossada foi encaminhada para perícia no Instituto Médico Legal (IML) para identificação.

O massacre ocorreu no dia 29 de julho. Por volta de 7 horas da manhã, iniciou um conflito entre dois grupos rivais. Uma ala inteira da penitenciária foi destruída e 58 detentos foram mortos, a maioria, por asfixia. Dezesseis deles foram decapitados por outros presos.

Quinze detentos que seriam de uma facção foram identificados como líderes do motim. Eles foram transferidos para outras unidades prisionais do estado e até para presídios federais.

Durante a transferência, mais quatro presos foram estrangulados durante a transferência em um caminhão-cela. Entre eles, um era preso provisório, um era condenado e dois tinham condenação e, ao mesmo tempo, também não tinham sido julgados em outros casos.

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considerou o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 308 custodiados no regime fechado. De acordo com a Seap, a capacidade máxima da unidade é de 208 internos.

 

 

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