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Invasão ao Capitólio provoca onda de demissões entre aliados de Trump

Nesta quinta, as secretárias de Transporte, Elaine Chao, e de Educação, Betsy DeVos, tornaram as primeiras integrantes do gabinete do presidente a pedir renúncia. Antes, assessores de Trump e chefe de gabinete de Melania já haviam se afastado.

 
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Diversas pessoas ligadas ao governo de Donald Trump se demitiram após os acontecimentos de quarta-feira (6), quando apoiadores do presidente invadiram o Capitólio. Nesta quinta-feira (7), foi a vez das secretárias de Transportes, Elaine Chao, e de Educação, Betsy DeVos, as primeiras integrantes do gabinete do presidente a tomar a decisão.

DeVos anunciou sua demissão em carta enviada nesta quinta a Trump, a quem ela responsabilizou pelo ataque ao Capitólio.

"É inegável o impacto que a sua retórica teve na situação. E, para mim, é o ponto de inflexão", escreveu a secretária de Educação na carta obtida pelo jornal "The Wall Street Journal". "As crianças estão vendo tudo isso e estão aprendendo conosco."

A secretária de Educação dos Estados Unidos, Betsy DeVos, em foto de 12 de agosto de 2020 — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

DeVos deve deixar o cargo nesta sexta-feira (8). Sua saída se tornou pública horas depois do anúncio da demissão de Chao, que deve deixar a Secretaria de Transportes na próxima segunda-feira (11).

Chao, que é mulher do líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse em rede social que tinha sido “a honra de sua vida” servir ao cargo, mas que decidiu deixá-lo após ter tido “tempo para absorver” os fatos da véspera.

"Hoje, houve muito exame de consciência e discussão. Era obviamente a coisa certa a fazer", escreveu.

A secretária de Transporte dos EUA, Elaine Chao, ao lado de seu marido, o senador Mitch McConnell, durante a posse dele, no Capitólio, e Washington DC, em 3 de janeiro — Foto: Samuel Corum/Pool via AP

Polícia do Capitólio

Muito criticado pela resposta da Polícia do Capitólio durante a invasão, o chefe da corporação Steven A. Sund anunciou, através de uma porta-voz, que está renunciando ao cargo, e que deixará o comando no dia 16. Sua saída tinha sido pedida pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

Advogado de campanha

Fora do governo, mas ainda próximo ao presidente, também nesta quinta-feira o advogado Jerome Marcus, que representou a campanha de Trump em um dos primeiros casos em que o resultado da eleição presidencial de 2020 foi contestado, se demitiu. Ele disse a um juiz federal que "o cliente usou os serviços do advogado para cometer um crime".

"O cliente insiste em tomar medidas que o advogado considera repugnantes e com as quais o advogado discorda fundamentalmente", escreveu Marcus ao tribunal na quinta, ao pedir a retirada de um caso no qual a campanha de Trump processou o Conselho de Eleições do Condado de Filadélfia sobre onde os observadores de processamento de votos poderiam ficar.

Cinco demissões

Ainda na própria quarta ou na manhã de quinta, cinco nomes do governo Trump anunciaram que deixariam a administração, após os fatos ocorridos no Capitólio. Foram eles:

  • Stephanie Grisham, ex-diretora de comunicações da Casa Branca e ex-secretária de imprensa e atual chefe de gabinete da primeira-dama Melania Trump
  • Ryan Tully, diretor-sênior para Assuntos Europeus e Russos, renunciou ao Conselho de Segurança Nacional
  • Matt Pottinger, vice-conselheiro de Segurança Nacional
  • John Costello, vice-secretário-assistente de inteligência e segurança do Departamento de Comércio
  • Mick Mulvaney, ex-chefe de gabinete de Trump e atual enviado especial à Irlanda do Norte

 

 

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