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Casa Branca condena invasão ao Capitólio em Washington e promete transição de poder '''ordeira'''

Porta-voz do governo de Donald Trump pediu consequências legais aos extremistas que desrespeitaram a lei.

 
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A Secretária de Imprensa dos Estados Unidos, Kayleigh McEnany, deu breve pronunciamento na Casa Branca nesta quinta-feira (7) para condenar o que chamou de "arruaceiros violentos", um dia depois da invasão de apoiadores de Donald Trump ao Capitólio.

"A violência vista ontem na capital da nação foi chocante, repreensível e antitética com o jeito americano. Condenamos — o presidente e seu governo — nos mais fortes termos. É inaceitável, e os que desrespeitaram a lei devem ser processados em toda extensão legal", disse.

A invasão ocorreu enquanto o Congresso contava os votos do Colégio Eleitoral, uma das últimas formalidades antes da posse do presidente eleito, Joe Biden. A cerimônia só foi concluída na madrugada, e Trump reconheceu a transição de poder momentos depois. Quatro pessoas morreram durante a invasão, inclusive uma ativista que foi baleada, e outras dezenas acabaram presas.

VÍDEO: Veja imagens da invasão e da depredação no interior do Capitólio, nos EUA

VÍDEO: Veja imagens da invasão e da depredação no interior do Capitólio, nos EUA

Na rápida declaração à imprensa, em que não abriu espaço para perguntas, McEnany comparou a invasão do Capitólio ao vandalismo nos protestos contra o racismo nos Estados Unidos, quando um grupo incendiou uma igreja da capital americana.

"Eu estive aqui neste púlpito no dia seguinte ao incêndio à igreja histórica em meio a protestos violentos e disse isto: a Primeira Emenda garante o direito às pessoas se reunirem pacificamente. O que vimos ontem em Washington e pelo país não foi isso. O que vimos na tarde de ontem, nos corredores de nosso capitólio, não foi isso".

Os momentos que antecederam a invasão do Capitólio

Os momentos que antecederam a invasão do Capitólio

"O que vimos ontem era um grupo de arruaceiros violentos destruindo os direitos legítimos dados pela Primeira Emenda às várias milhares de pessoas que vieram ter suas vozes ouvidas nesta capital", disse a porta-voz.

Além, disso, a Casa Branca afirmou que se compromete com a transição "ordeira" do poder. Entretanto, o nome do presidente e da vice eleitos não foi mencionado por McEnany, que deixou o local sem responder a perguntas de jornalistas.

Pela 1ª vez, Trump promete transição

Donald Trump — Foto: Reprodução

Após o Congresso americano ratificar a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro na madrugada desta quinta-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro".

"Embora isso represente o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo de nossa luta para tornar a América grande de novo", afirmou Trump ao reconhecer a derrota para Biden, que tomará posse no dia 20.

"Mesmo que eu discorde totalmente do resultado da eleição, e os fatos me confirmem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro", afirmou o presidente dos EUA.

Trump tem se recusado a reconhecer a derrota para Biden e afirma que houve "fraudes massivas" na eleição, apesar de não haver nenhuma prova ou evidência de que isso tenha ocorrido.

Segundo o canal de televisão CNN, o comunicado foi feito também para evitar uma onda de renúncias na equipe presidencial. Nomes como Stephanie Grisham, Ryan Tully e Mick Mulvaney anunciaram que deixariam seus cargos após a confusão no Capitólio.

 

 

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