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Governador do PA cobra do Ministério da Saúde maior cobertura de vacinação contra Covid-19

Helder Barbalho MDB disse que o estado foi o que menos recebeu imunizantes de forma proporcional à população e anunciou que o Ministério deve se manifestar nesta sexta sobre o pedido.

 

O governador do Pará Helder Barbalho (MDB) anunciou, em entrevista à GloboNews, que o Ministério da Saúde deve se manifestar ainda nesta sexta (12) sobre o pedido de maior cobertura vacinal contra a Covid-19 no próximo lote de imunizantes.

Segundo o governador, o Pará foi o estado que menos menos recebeu vacinas, de forma proporcional à população. "Não podemos concordar com esse tipo de procedimento, por isso estamos cobrando transparência sobre os critérios de distribuição".

"Um assessor do ministro Pazuello disse que ele ainda haverá de se manifestar ainda hoje, garantindo ao governo do Estado que no próximo lote seja compensada essa distorção e assim possamos ampliar a oferta de vacina para proteger a população, em especial na região do Baixo Amazonas, oeste do Pará", afirmou.

Barbalho disse na última terça (9) que havia enviado um ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, solicitando informações sobre os critérios utilizados na divisão dos lotes de vacinas do Fundo Estratégico para alguns estados do Norte do País e, também, pediu uma parcela adicional de imunizantes contra a Covid-19.

Segundo o governador, a preocupação está devido à variante brasileira, detectada no Amazonas, e que já sobrecarrega o sistema de saúde no oeste do Pará, região que faz fronteira com o estado vizinho. No Pará, já são onze pessoas infectadas pela variante do vírus ainda ainda trinta amostras estão sendo analisadas.

"Já termos identificado a nova variante tanto na região oeste quanto na região metropolitana de Belém. Estamos fazendo os esforços, com lockdown há 16 dias na região do Baixo Amazonas, continuando até a próxima semana; suspendemos carnaval, feriado, festas, bares, restringimos restaurantes, praias, balneários; circulação de embarcações vindas do Amazonas está proibida há mais de um mês, além de restrições do meio fluvial dentro do próprio estado", afirmou.

Barbalho disse, ainda que as medidas estão sendo tomadas para "superar e atravessar este momento de segunda onda"; informou que 85% dos leitos de Unidade de Terapia ntensiva (UTI) e 40% dos leitos clínicos estão ocupados; e anunciou a abertura de novo hospital de campanha em Santarém. "Temos consciência que é fundamental vacinar a população para atravessar este momento".

O Pará vacinou 111.032 pessoas até às 17h de quinta-feira (11), de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O estado recebeu do Governo Federal 315.840 doses de vacinas, suficientes para imunizar 2,10% da população, que é de 8.702.353 habitantes. Com o índice reduzido, o estado chegou a ocupar o último lugar no ranking nacional da vacinação, proporcionalmente à população.

Em comunicado, o Ministério da Saúde disse que a distribuição de vacinas "seguem critérios previamente estabelecidos no Plano Nacional para Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19", que são riscos de agravamento e óbito pela Covid-19, visando a redução da mortalidade causada pelo coronavírus, bem como a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais.

O Ministério disse que, até esta sexta, "já foram enviadas 315.840 doses da vacina contra a Covid-19, suficientes para a vacinação de 173.734 pessoas, o que representa 80% da população total dos grupos prioritários do estado do Pará previstos pelo Ministério da Saúde até o momento". As doses, segundo o ministério devem atender a:

  • 73% dos trabalhadores de saúde;
  • 100% das pessoas de 60 ou mais institucionalizados;
  • 100% das pessoas com deficiência institucionalizados;
  • 100% dos povos indígenas e
  • 100% das pessoas com 90 anos ou mais

A pasta afirmou, ainda, que "não houve erro no total de envio de doses ao estado do Pará". "Quando o estado consultou o Sistema de Informação Insumos Estratégicos (SIES), plataforma em que os estados acompanham a liberação e envio de doses, havia alguns lotes de vacinas bloqueados para análise pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS). Essa análise faz parte da rotina quando se recebe novos lotes de imunizantes, mas posteriormente os lotes foram liberados e enviados, totalizando as 64.400 doses", disse.

Segundo a nota, "a partir da 2° pauta de distribuição das vacinas contra a Covid-19 foi definido o fundo estratégico (5%) destinado aos estados da região, em que o Pará se beneficiou na terceira pauta de distribuição de um total de 6.825 doses desse Fundo estratégico" e que "esse envio possibilitou a vacinação de 3.250 pessoas de 85 à 89 anos (11%), além do quantitativo enviado de forma igualitária às 27 unidades federadas nessa pauta".

A nota conclui apontando que a "distribuição de doses para os estados foi realizada de acordo com os critérios epidemiológicos atualizados e denominadores populacionais referentes aos grupos prioritários, preservando a distribuição proporcional e igualitária em todo o país, bem como o quantitativo referente ao fundo estratégico (5%) para os estados da região Norte".

 

 

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