Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Alta de casos da variante britânica faz Itália manter estações de esqui fechadas

Governo italiano promete indenizar estabelecimentos turísticos que deverão permanecer fechados até o dia 5 de março; temporada de inverno movimenta mais de 50 milhões de euros para o setor.

 
 -   /
/ /

O novo governo italiano liderado pelo primeiro-ministro Mario Draghi segue por enquanto os passos da administração anterior no que diz respeito à emergência sanitária provocada pela pandemia da Covid-19. Por isso, Draghi não mexeu na pasta da Saúde, mantendo como ministro Roberto Speranza.

A Itália não baixa a guarda contra o coronavírus, e agora a grande preocupação são as novas variantes.

O total de infecções da variante britânica considerada mais contagiosa e letal já representa quase 20% dos casos italianos. A estatística levou o ministro Speranza a tomar uma decisão muito impopular: fechar todas as estações de esqui até 5 de março.

Com o fechamento das pistas na neve, o governo deverá garantir uma indenização aos estabelecimentos que no auge do inverno não poderão funcionar. Todos os anos, o setor movimenta cerca de 50 milhões de euros.

Uma das pistas de Madonna di Campiglio, no Norte da Itália, com a proteção para os esquiadores não invadirem a parte da floresta, em foto de arquivo — Foto: Paulo Guilherme/G1/Arquivo

Voos do Brasil retomados

As cepas sul-africana e brasileira também preocupam as autoridades sanitárias italianas. Os voos do Brasil para a Itália foram retomados, mas somente brasileiros com residência fixa na Itália podem retornar ao país. Para outros motivos, as viagens entre Brasil e Itália seguem proibidas até 5 de março.

Além disso, antes de embarcar é preciso apresentar um exame negativo para a Covid e ao chegar à Itália respeitar o confinamento de 14 dias, com um teste final. A mesma medida ainda introduz a obrigatoriedade de exame e isolamento para os viajantes provenientes da Áustria onde a cepa sul-africana está se disseminando rapidamente.

Passageiro com máscara caminha ao lado de placa que pede distanciamento social no aeroporto de Fiumicino, perto de Roma, na Itália, em foto de arquivo — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters/Arquivo

Campanha de vacinação

Além do atraso na entrega das doses por parte das indústrias farmacêuticas, outro fator que tem provocado dificuldade na campanha de vacinação italiana é a falta de pessoal. Dos cerca de 20 mil profissionais de saúde que responderam ao apelo do governo em dezembro, ainda estão sendo selecionados 13 mil entre médicos e enfermeiros.

Desde o dia 27 de dezembro, data que marcou o início da campanha de vacinação na Europa, a Itália vacinou somente 1,2 milhão de pessoas, com quase 3 milhões de doses aplicadas.

Os primeiros a receber a vacina foram os profissionais de saúde e os idosos acima de 80 anos. Contudo, especialistas já pediram uma “aceleração drástica” na campanha de vacinação, já que as novas cepas poderiam comprometer a capacidade de imunização das vacinas presentes no mercado.

Assim como já acontece em Roma, onde uma ala inteira do Aeroporto Leonardo Da Vinci foi transformada em posto de vacinação, com a ajuda do Exército e da Defesa Civil, o governo pretende ampliar os locais de imunização em todo o país.

A Itália utiliza sobretudo a vacina Pfizer/BioNTech, seguida por AstraZeneca e Moderna. O desenvolvimento da vacina italiana produzida pela ReiThera superou a primeira fase de testes.

O médico Stefano Paglia recebe dose da vacina da Pfizer e da BioNTech em hospital de Codogno, na Itália, em 27 de dezembro de 2020 — Foto: Flavio Lo Scalzo/AFP

Risco de novo lockdown

A ideia de um novo confinamento generalizado não está descartada, mas ainda não se sabe qual é a posição do novo primeiro-ministro Mario Draghi. Ele ainda aguarda o voto de confiança do parlamento para começar a governar efetivamente.

De fato, no dia 5 de março expira o último decreto do antigo governo com as atuais determinações contra o vírus. Caberá a Draghi definir se continuará pela mesma estrada ou se vai propor uma nova alternativa à Itália.

Enquanto esteve no comando do país, o ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte lutou o máximo que pôde para evitar um novo bloqueio nacional.

Contudo, nos corredores do governo fala-se em isolar completamente cidades onde as novas cepas estão circulando com mais intensidade. Atualmente, estão proibidos os deslocamentos entre regiões sem necessidade comprovada.

O uso de máscara segue obrigatório, inclusive para quem já foi vacinado. Desde o início da pandemia, a Itália já registrou quase 3 milhões de casos confirmados, 93 mil mortos e quase 400 mil pessoas seguem positivas ao vírus no país.

VÍDEOS mais vistos do G1

200 vídeos Gêmea Sofia conta sobre o que espera após cirurgia de readequação de sexo VÍDEO: Festas no Vidigal reúnem centenas de pessoas no Rio VÍDEO: Terremoto de magnitude 7,1 atinge a costa de Fukushima, no Japão

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

Mais Lidas em Mundo

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE