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Junta militar continua repressão em Mianmar; Suu Kyi é acusada mais uma vez

Aung San Suu Kyi, de 75 anos, já fio processada por importação ilegal de walkie-talkies pequenos rádios de comunicação e enfrentará também a alegação de violar a Lei de Gestão de Desastres Naturais.

 
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Apesar da escalada da repressão dos militares, os protestos contra o golpe de Estado continuam nesta terça-feira (16) em Mianmar.

  • Exército de Mianmar suspende leis que limitavam forças de segurança e ordena prisões
  • Pelo nono dia seguido, Mianmar tem protestos contra o golpe e junta militar aumenta repressão

Os militares apresentaram uma nova acusação contra Aung San Suu Kyi. A ex-dirigente, de 75 anos, já processada por importação ilegal de walkie-talkies (pequenos rádios de comunicação), enfrentará também a alegação de violar a Lei de Gestão de Desastres Naturais, disse seu advogado Khin Maung Zaw. Uma nova audiência será realizada em 1 de março.

Depois de domngo de protestos, ruas de Mianmar amanhecem com tanques Depois de domngo de protestos, ruas de Mianmar amanhecem com tanques 1 min Depois de domngo de protestos, ruas de Mianmar amanhecem com tanques

Depois de domngo de protestos, ruas de Mianmar amanhecem com tanques

Veículos blindados circulam em nova tentativa de conter os protestos contra o golpe.

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"Não há nada de justo na junta. É teatro. É apenas teatro. E, claro, ninguém acredita neles", reagiu à AFP o relator especial da ONU, Tom Andrews.

A ex-chefe do governo civil está "com boa saúde", disse o vice-ministro da Informação, Zaw Min Tun, em entrevista coletiva.

Aung San Suu Kyi e o ex-presidente Win Myint estão em um lugar mais seguro para sua segurança. É como se não tivessem sido presos, eles ficam em casa", afirmou.

Desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro que encerrou uma frágil transição democrática de dez anos, os militares não param a repressão, com a proibição de concentrações, mobilização de veículos blindados, prisões noturnas e fortalecimento do arsenal legislativo.

Apesar disso, a mobilização continua. Manifestantes bloquearam um trecho da ferrovia em Mawlamyine, ao sul de Yangon, interrompendo o serviço entre a cidade portuária e a capital econômica, segundo imagens divulgadas pela mídia local.

Muitos trabalhadores de todo o país, incluindo advogados, professores, controladores aéreos ou ferroviários, responderam a este apelo e entraram em greve contra o golpe de Estado.

Em Yangon, os monges que lideraram a "revolução do açafrão", violentamente reprimida pelo Exército em 2007, marcharam em direção à embaixada dos Estados Unidos.

No domingo, os militares usaram veículos blindados em algumas cidades do país, e as multidões nas ruas ficaram menos numerosas.

Detenções e corte do acesso à internet

A junta continua realizando prisões. Cerca de 400 pessoas foram presas nas últimas duas semanas, segundo uma ONG que ajuda presos políticos. Nesse grupo há políticos, médicos, ativistas, estudantes e grevistas.

Além disso, pela quarta vez desde o golpe, as conexões de internet foram quase totalmente cortadas durante a madrugada, antes de serem restauradas oito horas depois.

Isso vai contra os "princípios democráticos fundamentais", reagiu a enviada da ONU para Mianmar, Christine Schraner Burgener, em uma conversa por telefone com Soe Win, vice-comandante do exército do país. Os cortes também prejudicam "setores-chave, como bancos", acrescentou.

Até agora, as manifestações têm sido pacíficas, mas incidentes foram registrados na segunda-feira.A polícia deteve várias dezenas de manifestantes, incluindo cerca de 20 estudantes, em Naipidau, antes de libertar alguns deles.

Em Mandalay (centro), a segunda maior cidade do país, houve um confronto entre manifestantes e forças de segurança teve pelo menos seis feridos. A polícia disparou balas de borracha e atirou pedras na multidão, que respondeu com tijolos.

Política internacional

As Forças Armadas, que têm apoio na ONU da Rússia e da China, não responderam às notas de repúdio internacionais e às sanções anunciadas por Washington.

Os generais golpistas, que questionam as eleições legislativas de novembro vencidas pela Liga Nacional para a Democracia (NLD) autorizaram buscas sem mandado e detenções por um curto período sem a necessidade de aprovação de um juiz.

Uma lei de segurança cibernética muito repressiva também está sendo aplicada.

O chefe da junta, Min Aung Hlaing, tido como o responsável pelas atrocidades cometidas contra os muçulmanos rohingyas em 2017, diz considerar o que está acontecendo em Mianmar "um assunto interno".

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