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Chefe do serviço secreto britânico pede desculpas por discriminação histórica contra homossexuais

Até 1991, a inteligência externa do Reino Unido proibia o recrutamento de pessoas identificadas como LGBT+.

 
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O chefe do MI6, serviço secreto do Reino Unido, apresentou nesta sexta-feira (19) um pedido público de desculpas pelo tratamento discriminatório dado aos homossexuais, que até 1991 eram proibidos de tentar entrar na instituição.

Richard Moore disse em um vídeo publicado no Twitter (veja mais abaixo), que a proibição era "injusta e discriminatória" – a medida, que derrubou o bloqueio nos recrutamentos de agentes LGBT+ pela inteligência externa britânica, completa 30 anos nesta sexta.

"Hoje me desculpo em nome do MI6 pela forma com que nossos colegas homossexuais e nossos concidadãos foram tratados", disse Moore.

No Reino Unido, manter relações entre pessoas do mesmo sexo era considerado um crime até 1967. No entanto, a proibição do recrutamento de homossexuais pelas agências de inteligência seguiu mesmo após a descriminalização.

"[A proibição] durou por conta da ideia errada de que [os agentes LGBT+] seriam mais propensos à chantagem do que as pessoas heterossexuais", explicou Moore.

O diretor do MI6 lamentou que a sua instituição tenha afetado a vida de tantas pessoas "comprometidas, talentosas e preocupadas com o interesse público", que tiveram suas carreiras interrompidas "porque disseram a elas que ser homossexual era incompatível com a profissão".

Exército reconhece erros

Soldados do exército são vistos perto do estádio de Wembley, em Londres, antes do amistoso entre Inglaterra e França — Foto: Dylan Martinez/Livepic/Reuters

O pedido de desculpas do chefe do serviço secreto foi feito três dias depois que o Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou que soldados LGBT+ expulsos do exército britânico poderão recuperar suas medalhas.

Até o ano 2000, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros não podiam servir nas Forças Armadas.

A Defesa do Reino Unido disse estar "empenhada em remediar esse erro histórico". Em um comunicado, ela prometeu implementar "uma política que permita a essas pessoas reivindicarem a devolução de suas medalhas".

Os soldados afetados – ou seus parentes próximos, caso já tenham morrido – podem agora solicitar que seus casos sejam examinados, e poderão receber uma nova medalha.

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