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Comitê recomenda medidas urgentes de combate à Covid-19 na região e entrega documento ao Ministério da Saúde

Documento foi assinado por 43 entidades e lideranças e entregue ao Ministro Eduardo Pazuello durante visita a Santarém. Pedidos vão de mais vacinas a apoio a profissionais da saúde.

 
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Formulado por diversas entidades e lideranças, um documento foi entregue ao Ministro Eduardo Pazuello durante visita a Santarém, no oeste do Pará, na quinta-feira (18), que relata a situação epidemiológica da Covid-19 na região e nos principais centros para tratamento de pacientes diagnosticados com a doença. Na carta, são feitas recomendações de medidas urgentes para conter o avanço da pandemia no Baixo Amazonas.

O documento foi assinado por 43 entidades e lideranças, entre eles sindicatos dos médicos, representantes do legislativo santareno, associações, ONGs, professores e instituições religiosas, que pedem mis vacinas à população, apoio a profissionais, abertura de mais leitos e estrutura hospitalar, entre outras ações.

No documento é apontada a situação de calamidade sanitária no Estado e, em especial, Santarém - município polo para tratamento de pacientes -, e que tal situação deve ser enfrentada como "desafio coletivo". "Diante de tal realidade a sociedade tem se mobilizado em ações de solidariedade e alternativas que visem mitigar a referida situação", diz um trecho do documento.

Cidade-polo sobrecarregada

Sendo a terceira maior cidade do Pará, Santarém é referência no suporte hospitalar de Covid-19. O município conta, atualmente, com atendimento exclusivo de Covid-19 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), assim como leitos no Hospital Municipal, Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) e Hospital de Campanha, que iniciou as atividades na quinta-feira.

Santarém é referência em atendimento de Covid-19 na região oeste do Pará — Foto: Agência Santarém/Divulgação

Representantes dos Governos Municipal e Estadual apontaram que o Baixo Amazonas vive a segunda onda de transmissão e, por isso, reclassificaram o bandeiramento com cor preta, restringindo a circulação de pessoas a fim de frear a crescente de casos positivos nos 14 municípios da região.

Em Santarém, segundo os boletins diários disponibilizados pela pasta de saúde, no dia 16 de fevereiro foi registrado o segundo maior dia de óbitos de Covid-19, com 12 mortes confirmados.

"Nesse mesmo período ocorreu um crescimento de 31% de internações de pacientes vítimas da Covid-19, bem como, a necessidade de acesso ao leito de UTI cresceu 39%, ocasionado assim, um fila de espera de pacientes por leito de internação na UTI", diz outro trecho do documento.

Apesar de haver leitos de UTI em outras cidades, como Itaituba e Juruti, o documento enfatiza que o número de profissionais com experiência em UTI é insuficiente.

O que o documento recomenda

A carta entregue ao Ministro Pazuello, mas, em sua maioria, as recomendações são de responsabilidade dos Governos Municipal e Estadual. O documento recomenda:

  • Ampliação de vacinação da população do oeste do estado, visto que o Pará é o Estado que vacina na menor proporção e velocidade;
  • Ampliação de leitos de UTI no Hospital Regional do Baixo Amazonas e Hospital Municipal de Santarém para pacientes com Covid-19;
  • Aceleração de obras e inauguração do Hospital Materno-Infantil de Santarém para gerar liberação de Espaço e leitos no Hospital Municipal de Santarém;
  • Garantia de testes (sorológico e molecular) à população, estabelecendo a política de rastreio de contato;
  • Apoio da Força Nacional aos municípios do Oeste do Pará, uma vez que profissionais de saúde estão exaustos;
  • Elaboração e/ou publicidade ao Plano de Vacinação de Santarém, com informações de logística, dinâmica de agendamento e critérios de imunização;
  • Pagamento de subsídios dos servidores que atuaram no Hospital de Campanha de Santarém em 2020;
  • Estruturação de UBSs e reabertura de Centros de Saúde 24h em Santarém para atender pacientes com outras doenças.
  • Correta comunicação de dados de casos suspeitos, confirmados e óbitos, nos serviços públicos e privados;
  • Sanitização de ambientes públicos, como praças e locais de grande circulação de pessoas.

Por ser responsabilidade das prefeituras e Governo do Estado, o G1 entrou em contato com as assessorias de comunicação, mas até a publicação desta reportagem, apenas a Sespa havia respondido.

Monitoramento

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que monitora e atua diariamente no combate à Covid-19 na região oeste do Pará, e que para atender a população, o governo reabriu na última quinta-feira (18) o Hospital de Campanha de Santarém contando agora com mais 60 leitos clínicos exclusivos para tratamento da doença.

A Sespa informou ainda que ampliou para 250 os leitos no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), além de disponibilizar 129 leitos do Hospital Regional do Tapajós (HRT), em Itaituba, e 25 leitos no Hospital Nove de Abril, em Juruti. E que do dia 18 de janeiro até ontem, garantiu atendimento a pacientes de vários municípios da região realizando 188 transferências e atuou junto ao município de Santarém, trabalhando com uma equipe técnica da secretaria na UPA do município para dar mais agilidade na regulação de leitos.

Devido a situação epidemiológica dos municípios, a Sespa diz que enviou um quantitativo maior de vacinas, atingindo o público a partir de 80 anos. Quanto as testagens, o Lancen-PA fechou pareceria com o MS que dá apoio logístico transportando 3 vezes por semana uma média de 100 amostras, agilizando a liberação dos resultados e ampliando o quantitativo de testes realizados. Já em relação a comunicação de casos da covid-19, a Sespa ressalta que compete aos municípios realizar essa comunicação.

"O Estado já forneceu aos municípios 645 cilindros de oxigênio para dar suporte ao combate à Covid-19. Destes, 505 foram para região Oeste. Entre os municípios alcançados estão Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Itaituba, Juruti, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Rurópolis, Santarém e Terra Santa", diz a Sespa.

 

 

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